Conselho de Administração alerta que a pressão sobre os combustíveis e os fertilizantes ameaça a produção de alimentos e milhares de postos de trabalho.
O Conselho de Administração da CONFAGRI, reunido hoje, deliberou solicitar audiências com carácter de urgência ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro, para expor a gravidade da situação que o setor agrícola e agroalimentar enfrenta e pedir a intervenção do Estado na defesa da sua capacidade produtiva e competitividade externa.
A evolução dos preços e a incerteza no fornecimento de petróleo e de fertilizantes estão a colocar sob forte pressão as explorações agrícolas, as cooperativas e toda a cadeia que leva os alimentos do campo à mesa dos portugueses. Sem medidas atempadas, a CONFAGRI considera que estão em risco não só a viabilidade de muitas empresas do setor, mas também a capacidade de produção nacional de bens alimentares essenciais.
Para Nuno Serra, Secretário-Geral da CONFAGRI: “Não estamos perante um problema setorial, mas perante uma questão de segurança alimentar, de competitividade nacional e de coesão territorial. O Estado tem de agir antes que os efeitos se tornem irreversíveis“.
A CONFAGRI sublinha ainda a dimensão social do problema. O setor representa diretamente 8 mil postos de trabalho, muitos deles em territórios do interior onde a atividade agrícola e cooperativa é frequentemente o principal empregador e o principal fator de fixação de população.
A CONFAGRI considera que a defesa do setor agroalimentar é uma prioridade estratégica nacional, e que a garantia de alimentos acessíveis e de emprego estável em todo o território exige uma resposta política clara e imediata.
Fonte: CONFAGRI















































