Previsões Agrícolas
As previsões agrícolas, em 31 de agosto de 2026, apontam para uma evolução globalmente favorável das culturas de primavera/verão, apesar das temperaturas elevadas registadas durante grande parte do mês e da precipitação ocorrida no final de agosto. No milho para grão, prevê-se um aumento de 5% da produtividade no regadio, enquanto no tomate para a indústria, arroz e girassol as produtividades deverão ser semelhantes às da campanha anterior. Na batata, com as colheitas praticamente concluídas, a produção de regadio deverá aumentar 10%, enquanto a de sequeiro deverá diminuir 15%. Nas fruteiras, confirmam-se perspetivas favoráveis para a pera (+20%), amêndoa (+40%), kiwi (+10%) e pêssego (+30%), enquanto a produtividade da maçã deverá manter-se próxima da campanha anterior. As vindimas encontram-se adiantadas e mantém-se a previsão de um aumento de 12% da produtividade da uva para vinho e de 10% na uva de mesa.
Gado, aves e coelhos abatidos
O peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo em julho de 2026 contabilizou 41 282 toneladas, o que correspondeu a um aumento de 0,9% (+3,1% em junho), resultante do maior volume de abate de suínos (+2,0%) e ovinos (+3,9%). O peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo totalizou 38 647 toneladas, um acréscimo de 1,8% (+8,3 em junho), devido ao maior volume de abate registado nos galináceos (+0,8%), perus (+9,2%), patos (+7,9%) e coelhos (+5,4%).
Produção de aves e ovos
O volume de frango teve uma diminuição de 4,8%, com 31 446 toneladas produzidas (+7,8% em junho), tendo a produção em número de cabeças registado um decréscimo de 6,0% (+4,6% em junho).
A produção de ovos de galinha para consumo aumentou 7,0% (+18,2% em junho), contabilizando 12 015 toneladas
Produção de leite e produtos lácteos
A recolha de leite de vaca foi de 165,5 mil toneladas, superior em 2,3% (+1,9% em junho). O volume total de produtos lácteos teve um aumento de 12,3% (+11,1% em junho), sustentado uma vez mais pela maior produção de leite para consumo (+17,5%), leites acidificados (+4,5%), manteiga (+8,2%) e leite em pó (+15,9%).
Pescado capturado
O volume de capturas de pescado em Portugal aumentou 5,6% (+5,8% em junho), justificado pela maior captura de peixes marinhos, moluscos e crustáceos. Às 17 090 toneladas de pescado correspondeu uma receita que totalizou 40 183 mil euros, valor que representou um acréscimo de 1,6% (+10,9% em junho).
O preço médio do pescado descarregado foi 2,35 Euros/kg, ou seja, apresentou um aumento de 0,6% (+4,8% em junho).
Preços e índices de preços agrícolas
Em agosto de 2026, as variações mais significativas no índice de preços de produtos agrícolas no produtor registaram-se nos ovinos e caprinos (+18,6%), na batata (-30,2%) e nos suínos (-21,9%).
Em comparação com o mês anterior, as variações de maior amplitude verificaram-se nos hortícolas frescos (+16,9%), na batata (-18,3%) e no azeite a granel (-11,4%).
Em junho de 2026, o índice de preços de bens e serviços de consumo corrente (INPUT I) e o índice de preços de bens e serviços de investimento (INPUT II) aumentaram 2,1% e 1,9%, respetivamente. Em relação ao mês anterior, o INPUT I registou um decréscimo de 0,5%, enquanto o INPUT II não registou qualquer alteração.
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O artigo foi publicado originalmente em INE: publicações.















































