Previsões Agrícolas
As previsões agrícolas, em 30 de junho de 2026, confirmam as fracas produtividades dos cereais de outono/inverno, na sequência dos excessos de precipitação registados durante o inverno e das temperaturas elevadas observadas na primavera e no início do verão.
As culturas de regadio apresentam, de um modo geral, um desenvolvimento vegetativo favorável, beneficiando das elevadas disponibilidades hídricas existentes nas principais origens de água para rega, apesar do aumento das necessidades hídricas provocado pelas temperaturas elevadas registadas durante o mês de junho.
Nas culturas permanentes, mantêm-se perspetivas globalmente favoráveis, destacando-se a recuperação da produção de cereja e da produtividade do pêssego, enquanto a maçã e a pera apresentam boas perspetivas produtivas, embora a recente onda de calor justifique um acompanhamento atento da evolução dos frutos durante o verão.
Gado, aves e coelhos abatidos
O peso limpo total de gado abatido e aprovado para consumo em maio de 2026 contabilizou 39 092 toneladas, o que correspondeu a uma diminuição de 3,1% (+3,0% em abril), resultante do menor volume de abate de suínos (-4,2%), ovinos (-9,5%) e caprinos (-26,0%). O peso limpo total de aves e coelhos abatidos e aprovados para consumo foi 33 793 toneladas, uma diminuição de 3,2% (+5,2% em abril), devido ao menor volume de abate registado em todas as espécies: galináceos (-3,4%), perus (-0,3%), patos (-5,0%), codornizes (-32,8%) e coelhos (-7,0%).
Produção de aves e ovos
O volume de frango teve praticamente uma manutenção (+0,4%), com 30 591 toneladas produzidas (-6,9% em abril), tendo a produção em número de cabeças registado um aumento de 2,9% (0,0% em abril).
A produção de ovos de galinha para consumo aumentou 4,0% (+3,8% em abril), contabilizando 11 270 toneladas.
Produção de leite e produtos lácteos
A recolha de leite de vaca foi 175,6 mil toneladas, superior em 0,8% (+1,4% em abril). O volume total de produtos lácteos teve um aumento de 8,2% (+13,0% em abril), sustentado uma vez mais pela maior produção de leite para consumo (+8,6%), leites acidificados (+12,0%), nata para consumo (+13,0%), manteiga (+2,5%) e leite em pó (+33,9%).
Pescado capturado
O volume de capturas de pescado em Portugal teve uma variação pouco significativa de menos 0,4% (-3,7% em abril), em que a menor captura de moluscos e crustáceos foi praticamente contrabalançada pelo aumento registado nos peixes marinhos. Às 11 874 toneladas de pescado correspondeu uma receita que totalizou 32 740 mil euros, valor que representou um aumento de 2,1% (+3,4% em abril).
O preço médio do pescado descarregado foi 2,61 Euros/kg, ou seja, um aumento de 3,1% (+7,3% em abril).
Preços e índice de preços agrícolas
Em junho de 2026, as variações mais significativas no índice de preços de produtos agrícolas no produtor foram observadas na batata (+41,9%), azeite a granel (+13,0%), bovinos (+6,7%), suínos (-24,7%) e aves de capoeira (-8,0%).
Em comparação com o mês anterior, as variações de maior amplitude registaram-se nos hortícolas frescos (-20,4%), plantas e flores (-9,6%) e frutos (-6,3%).
Em março de 2026, o índice de preços de bens e serviços de consumo corrente (INPUT I) diminuiu 1,5%, enquanto o índice de preços de bens e serviços de investimento (INPUT II) aumentou 2,9%. Em relação ao mês anterior, o INPUT I e o INPUT II registaram acréscimos de 1,8% e 0,3%, respetivamente.
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O artigo foi publicado originalmente em INE: publicações.













































