O Município de Nelas acolhe a partir do próximo ano letivo uma pós-graduação em viticultura e enologia, anunciou hoje a Câmara, que assinou na quarta-feira um protocolo com o Instituto Politécnico de Viseu (IPV).
Numa nota de imprensa, o executivo municipal de Nelas, liderado por Joaquim Amaral, realça o anúncio do presidente do IPV, José Costa, da “abertura de uma pós-graduação em Viticultura e Enologia a lecionar no próximo ano letivo” no concelho.
A pós-graduação será lecionada no Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão, na vila de Nelas, e tem o “objetivo de formar e capacitar recursos humanos numa área que continua em franca expansão e que contribui para o crescimento económico” do concelho.
“Uma pós-graduação desenvolvida entre o IPV, através das suas unidades orgânicas, neste caso em particular, com a Escola Superior Agrária de Viseu (ESAV), e em parceria com o Município, que responde aos desafios do setor vitivinícola, focado na produção e técnicas avançadas e que vai funcionar como modelo ‘b-learning’ [presencial e online], resultando num somatório de credenciais”, especifica o documento.
O anúncio aconteceu na quarta-feira, no decorrer de um dia que o Município de Nelas, no distrito de Viseu, dedicou aos compromissos de sustentabilidade do concelho com ligação entre a academia, indústria e tecido empresarial local e regional.
A iniciativa UP Território Compromissos pela Sustentabilidade decorreu no Município de Nelas em parceria com o IPV, a Associação para o Desenvolvimento e Investigação de Viseu (ADIV), a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões e com o apoio do INOV C+.
Na nota de imprensa, o autarca destaca a importância desta iniciativa que, ao longo das edições, “se tem afirmado como um espaço privilegiado para partilha de boas práticas, apresentação de projetos e discussão de ideias inovadoras para o desenvolvimento de um território mais sustentável e competitivo”.
O protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Nelas e o IPV é, no entender do autarca “um importante elo de cooperação, com o objetivo de fomentar a formação e a capacitação, valorizar o conhecimento e a sua transferência para os agentes económicos e sociais como motor de inovação, e ainda, de conservar e divulgar o património científico, cultural e artístico”.
“Devemos refletir e agir sobre como valorizar, cada vez mais, a riqueza do nosso território e dos seus recursos endógenos, bem como disseminar o conhecimento científico da comunidade académica em prol do crescimento económico e social da região”, defendeu.
Para Joaquim Amaral, “é na partilha de ideias e de ‘know-how’, e na criação de uma rede colaborativa, orientada para a inovação e a competitividade, que se promovem oportunidades e o desenvolvimento de um território mais forte, inovador e atrativo”.

















































