A situação no rio Douro “tem estado estabilizada”, mas devido à “previsível maior pluviosidade” o alerta vermelho para risco de cheias e as medidas de prevenção são para manter, disse o comandante adjunto da Capitania do Douro.
“A situação no rio Douro nestes últimos dias tem estado mais estabilizada. Os caudais lançados pelas várias barragens têm sido mais baixos e isso tem permitido que a cota do rio tenha ficado um pouco mais baixa do que na semana passada. No entanto, com a aproximação de maior pluviosidade para amanhã [terça-feira], quarta-feira e durante esta semana acreditamos que os caudais possam subir”, disse Pedro Cervaens, num ponto de situação à agência Lusa cerca das 11:00.
Alertando que “está prevista muita chuva para o Norte de Portugal e para Espanha”, previsão que “associada ao aumento do caudal dos rios e afluentes e à elevada saturação que os solos” pode vir a causar dificuldades, Pedro Cervaens justificou a manutenção de medidas preventivas.
“Não baixamos o alerta [vermelho para risco] de cheias e as medidas que foram implementadas na altura em que os picos foram mais altos mantêm-se pelo facto de o país ter sido atingido pela depressão Marta. Não sabíamos muito bem o que é que isso iria implicar. Resolvemos manter o alerta e as medidas que foram implementadas quando emitimos esse alerta a título preventivo”, referiu.
Segundo Pedro Cervaens, a situação está “estável mesmo naquelas zonas tendencialmente mais críticas” como Miragaia e Ribeiro, no Porto, ou Afurada, em Vila Nova de Gaia.
À Lusa, o comandante adjunto da Capitania do Douro apontou ainda que no Peso da Régua, no distrito de Vila Real, o rio Douro “também teve um abaixamento na cota”.
“Mas não foi muito significativo”, referiu, acrescentando que “durante o fim de semana teve cotas quase sempre acima dos 8 metros, 8,5”.
“Por vezes baixava um pouco, andava nos 7, 9, 7, 8, mas andou muito tempo ali acima dos 8 metros. É importante compreender que a água chega à marginal aos 10,7 metros, mais ou menos. Em poucas horas, rapidamente atinge [a margem]. Portanto, continua merecedor de atenção, naturalmente”, concluiu.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.













































