Vitacress vai testar o uso de algas  como fertilizante orgânico

Vitacress vai testar o uso de algas como fertilizante orgânico

A Vitacress – empresa de capital cem por cento nacional, com sede em Odemira – associou-se ao projeto Algavalor, juntamente com outras 10 entidades empresariais e uma dezena de instituições ligadas ao ensino e à investigação. Com um investimento que rondará os 10 milhões de euros, o objetivo do consórcio do projeto é o de encontrar formas de compensar as emissões de dióxido de carbono lançadas para a atmosfera. Assim, pretende-se aproveitar o potencial oferecido pela biomassa à base de microalgas para aplicá-la no desenvolvimento de produtos na alimentação humana, cosmética, nutrição animal e biofertilizantes.

Na Vitacress, irão decorrer os testes para a utilização de microalgas como fertilizante orgânico na agricultura, sendo a primeira vez que a empresa trabalha com estes organismos. A colaboração da empresa no Algavalor vai ao encontro do seu projeto de sustentabilidade ambiental, que aposta na investigação para o desenvolvimento de alternativas em prol do ambiente no contexto da agricultura moderna. As políticas da Vitacress pretendem gerar um impacto positivo na região e comunidade, não comprometendo os recursos que serão indispensáveis às gerações futuras.

O enorme potencial das algas para o ambiente

As algas têm características próprias que lhes conferem um enorme potencial no combate à poluição. Como seres vegetais monocelulares, têm uma facilidade de multiplicação muito acima da média, podendo gerar níveis de massa biológica muito apreciáveis. As algas desempenham uma função fundamental no ambiente, já que são responsáveis por cerca de 50 por cento dos nutrientes usados para a sua multiplicação que provêm da fotossíntese do dióxido de carbono que absorvem.

Algavalor: gerar produtos ricos em biomassa ou extratos microalgais

O Algavalor pretende desenvolver novos produtos ricos em biomassa e/ou extratos microalgais, tendo como parceiros os utilizadores finais em mercados-alvo, como é o caso da alimentação humana e animal, cosmética e indústria de fertilizantes. O projeto deverá contribuir para reforçar a competitividade internacional das empresas que integram o consórcio e pretende criar 137 postos de trabalho, incluindo 36 novos colaboradores qualificados.

O artigo foi publicado originalmente em Gazeta Rural.

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