Vinho, azeite e castanhas: estas são algumas das riquezas da Beira Alta

Vinho, azeite e castanhas: estas são algumas das riquezas da Beira Alta

De Pinhel a Trancoso, serve-se a Beira Alta à mesa.

Viemos a Pinhel pelo seu vinho (em 2020-21 é Cidade do Vinho), mas não podíamos deixar de provar as suas cavacas, herança do convento de clarrisas (Ordem de Santa Clara), que durante vários séculos viveram na cidade. “O nosso melhor produto é o vinho, é a nossa amuse bouche”, descreve António Ruas, “as cavacas são o nosso cartão-de-visita”. E por isso a visita a Pinhel começa pela Loja de Produtos Endógenos, que se construiu como montra para produtos e sabores deste concelho predominantemente agrícola. “Os turistas chegavam aqui e não encontravam este tipo de coisas. Agora, podem levar um pouco de Pinhel para casa”, sublinha António Ruas. Compotas, azeites, conservas e até flor de sal marinho – mas o produto-estrela é mesmo o vinho, sobretudo o que celebra os 250 anos da elevação de Pinhel a cidade. “Pensámos que a melhor maneira de assinalar a data era promover o produto que melhor representa o concelho”, nota António Ruas.

A Adega Cooperativa de Pinhel associou-se “à causa” e fez um vinho que “faz jus” à efeméride. É um premium DOC Beira Interior e é seu vinho mais recente: “Tem madeira, é robusto e adocicado à prova”, descreve o enólogo Luís Ribeiro; é o “chefe de fila” da adega, pelo “factor novidade, pelo preço, pela qualidade”. Se o ano de 2020 foi bom para as vindimas na região que, “em termos de produção, está sempre entre as cinco maiores do país” – e onde “praticamente todas as famílias têm um bocadinho de vinha, nem que seja como hobby” – , para a Adega Cooperativa de Pinhel também não correu mal, com uma medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas para o seu D. Manuel I Reserva do Enólogo. Foi, assume Luís Ribeiro, “uma tentativa de fazer um produto diferente”, que “quebrasse o consenso da madeira nos vinhos de gama média e alta”. Este tem um “perfil robusto e aveludado” construído a partir de vinhas com mais de 20 anos das castas Touriga Nacional, Aragonês e Rufete apresentadas de forma mais natural, sem a intromissão da madeira. “É preciso não estragar as coisas quando elas vêm direitas”, defende Luís Ribeiro, apenas “tentar harmonizar para que o consumidor possa apreciar na sua plenitude”.

Mas estando na região da Beira Interior, o Pinhel DOC Beira Interior Grande Escolha Síria Branco merece sempre referência – o monocasta é “uma referência da adega” e todos os anos sai “com um perfil e qualidade muito semelhantes”. Afinal, a casta

 

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