Tremoço dos Andes- uma nova alternativa cultural com múltiplas utilizações

Tremoço dos Andes- uma nova alternativa cultural com múltiplas utilizações

[Fonte: Lusosem] O consórcio europeu de investigação LIBBIO reuniu-se a 10 e 11 de Abril em Bremen, na Alemanha, com a presença de 20 participantes dos 14 parceiros envolvidos, entre os quais Filipa Setas, responsável de Desenvolvimento e Marketing da Lusosem. O LIBBIO estuda o tremoço dos Andes (Lupinus mutabilis) como nova cultura agrícola ecológica para a Europa e  está a desenvolver alimentos funcionais, cosméticos anti-envelhecimento e biomateriais a partir da planta e do fruto do tremoço.

Nesta reunião foram avaliados os progressos da investigação no processamento dos principais componentes do fruto do tremoço (proteína, óleo e alcaloides) e apresentados protótipos de produtos desenvolvidos a partir do óleo do Lupinus mutabilis – pesto, maionese, molhos para saladas e creme de barrar à base de chocolate – e a partir da proteína – cosméticos.

No que respeita à parte agronómica, o consórcio avalia diferentes variedades de tremoço (não-OGM) e a sua adaptação às condições de clima e solos da Europa. Os campos de ensaio de Outono-Inverno instalados em Portugal, Espanha e na Grécia, apresentavam-se em boas condições no momento da reunião e a sementeira dos campos de Primavera-Verão já havia sido realizada na Roménia, seguindo-se posteriormente a sementeira na Áustria, Holanda e Islândia.

Está ser estudada pelos parceiros do LIBBIO a época de sementeira e a densidade de sementeira ideais para cada região da Europa, bem como a tolerância das variedades do tremoço dos Andes ao cálcio, à salinidade, à seca, às geadas e às pragas. A aplicação de fatores de produção como a água de rega, os herbicidas e a adubos naturais também está a ser avaliada.

A Lusosem, que tem vasta experiência na cultura do tremoço em Portugal, participa na componente de melhoramento, multiplicação de variedades/linhas promissoras, avaliação do potencial agronómico e adaptação do Lupinus mutabilis na Europa.

No segundo dia da reunião, os membros do consórcio deslocaram-se à localidade de Quakenbrück, na Baixa Saxónia, para uma conferência sobre “Proteínas Vegetais”, onde realizaram uma apresentação sobre o LIBBIO, explicando que o tremoço dos Andes pode ser processado através de tecnologias não-fósseis e amigas do ambiente, dando origem a produtos inovadores. Quatro indústrias alimentares alemãs e duas consultoras participaram na conferência, que reuniu 80 participantes. O contacto com estes stakeholders foi considerado muito positivo pelos parceiros do LIBBIO.

A próxima reunião do LIBBIO está prevista para Outubro, na Áustria, decorrendo em simultâneo com uma conferência sobre silagem. 

O LIBBIO é um consórcio de 14 parceiros – 11 entidades públicas de investigação e três empresas privadas de oito países europeus, sendo Portugal representado pela Lusosem e pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA).

Mais informações sobre o LIBBIO: http://www.libbio.net/

A Lusosem participa no estudo do melhoramento, multiplicação de variedades de Tremoço dos Andes e avaliação do seu potencial agronómico em Portugal

O consórcio europeu de investigação LIBBIO reuniu-se a 10 e 11 de Abril em Bremen, na Alemanha

Alimentos funcionais desenvolvidos a partir do óleo do Lupinus mutabilis (pesto, maionese, molhos para saladas e creme de barrar à base de chocolate)

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