Torres Vedras vai plantar 67 mil árvores autóctones

Torres Vedras vai plantar 67 mil árvores autóctones

A Câmara de Torres Vedras aprovou esta terça-feira um programa de incentivo à reconversão da floresta e de arborização de terrenos incultos no concelho com a plantação de 67 mil árvores autóctones nos próximos cinco anos.

O Programa Floresta nas Linhas tem como finalidade apoiar a reconversão de povoamentos florestais mal adaptados e a arborização de terrenos incultos com espécies autóctones, assim como a beneficiação dos povoamentos já existentes, refere a proposta.

Nos próximos cinco anos, este município do distrito de Lisboa prevê a arborização ou rearborização de 125 hectares com a plantação de 67 mil árvores, como carvalhos, sobreiros, pinheiros mansos e freixos, sobretudo em áreas abrangidas por faixas de gestão de combustível.

Com este incentivo, a autarquia pretende mitigar os efeitos das alterações climáticas, aumentar a capacidade de armazenamento de carbono no território, promover uma gestão mais sustentável da floresta e torná-la mais resistente aos incêndios, contribuindo assim para a economia local.

No concelho, 18 mil hectares são de utilização agrícola e quase 10 mil são floresta, o que representa 69% da área total do concelho, enquanto os terrenos incultos ocupam 17% do território.

Ao nível das espécies florestais, o eucalipto é a espécie mais representativa, com uma ocupação superior a 85%, seguindo-se o pinheiro bravo (8,8%) e outras espécies arbóreas (2%).

O programa vai ter um orçamento de 20 mil euros anuais para apoiar cidadãos e empresários, através de apoio técnico, fornecimento de árvores e arbustos de espécies autóctones, incentivo à manutenção na instalação de povoamentos ou à beneficiação de outros já existentes.

Nos casos de instalação de povoamentos florestais, durante cinco anos, o município vai atribuir um apoio de 100 euros por hectare, nos primeiros três anos, e de 75 euros por hectare, nos dois anos seguintes.

Em relação à beneficiação de áreas florestais, os apoios são de 200 euros por hectare nos três primeiros anos e de 150 nos dois últimos.

Durante cinco anos, com o programa, o município prevê contribuir para apoiar a instalação de 100 hectares de novos povoamentos florestais e para a beneficiação de 25 hectares de floresta autóctone já existentes.

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