“Tem morrido muita gente, é de lamentar, mas há outras doenças que matam muito mais todos os anos, temos de começar a trabalhar para a economia não parar” diz Pres. COTR

“Tem morrido muita gente, é de lamentar, mas há outras doenças que matam muito mais todos os anos, temos de começar a trabalhar para a economia não parar” diz Pres. COTR

Em entrevista à RC, Gonçalo Morais Tristão, Presidente do Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR), refere a falta de mão de obra que existe na agricultura neste momento e as medidas a nível económico que deveriam ser tomadas.

Sobre o aumento de desemprego no Alentejo, e em todos o país, e a falta de mão de obra na agricultura, Gonçalo Morais Tristão vê como uma boa opção juntar as duas e colocar as pessoas em situação de desemprego na agricultura, “se há falta de mão de obra e há desemprego, algumas dessas pessoas podem ser colocadas na agricultura”.

No entanto, tem o pressentimento de que não haverá muitas pessoas a querer ir para o setor agrícola trabalhar, afirma que tem “receio de que isso vá acontecer, mas era importante. A produção nacional da agricultura é essencial, viu-se o que tem contribuído para o desenvolvimento da economia sobretudo no Alentejo, é muito importante que a economia agrícola continue a desenvolver-se e a produzir os alimentos que comemos todos os dias”.

Sobre a possível reabertura de vários setores a partir de maio, o Presidente do COTR afirma que confia nas autoridades de saúde, mas que lhe “custa perceber muita coisa”. Refere que “tem morrido muita gente, o que é sempre de lamentar, mas há outras doenças que matam muito mais todos os anos, há qualquer coisa de errado no meio disto tudo”.

Gonçalo Morais Tristão vê esta paragem na economia como algo “perfeitamente horrível”, não só para Portugal mas para todos os estados. Frisa que “temos de nos proteger para que não haja contágios, para que não haja o desenvolvimento desta pandemia, mas temos todos que trabalhar”.

Na sua opinião devia-se “abrir a economia” e tentar perceber quem são as pessoas e os diferentes setores que podem trabalhar e tomar medidas de proteção para com as pessoas mais frágeis, “mas temos de começar a trabalhar”.

Apesar deste seu ponto de vista, não considera as medidas tomadas como demasiado apertadas, mas acha que “pouco a pouco temos de ir abrindo a economia e deixar as pessoas ir trabalhar”.

“Portugal portou-se bem, confinou-se quando devíamos fazê-lo, mas talvez seja a altura de começarmos a abrir. Temos de proteger quem devemos proteger, mas temos de ir trabalhar, senão o país não aguenta muito mais tempo. Todos sabemos que Portugal não tem dinheiro para isto que está a acontecer, mas temos de contribuir e temos de ir trabalhar rapidamente”, conclui.

O artigo foi publicado originalmente em Rádio Campanário.

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