Suplemento Agrovida de Julho da Vida Económica – Editorial Teresa Silveira

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A carne é a principal fonte de proteína para alimentação humana nos países desenvolvidos, mas a sua produção impõe custos elevados, obriga ao investimento em grandes quantidades de alimento e os dejetos dos animais geram fortes emissões de gases com efeito estufa. Por outro lado, diz a FAO, o planeta vai ter 9,8 mil milhões de pessoas em 2050 e 11,2 mil milhões em 2100 e vai ser mais difícil garantir o acesso à carne a toda a população.

Estima-se que uma vaca precise de oito quilos de alimento para produzir um quilo de carne mas, depois, só 40% da vaca pode ser consumida. Já insetos como os grilos, por exemplo, precisam de apenas 1,7 quilos de alimento para produzir um quilo de carne, sendo que 80% de seu corpo é considerado comestível. Mais: os insetos concentram altos teores de proteínas, minerais e micronutrientes, são de alta digestibilidade, de fácil acesso e a baixo preço, pelo que são considerados uma séria alternativa alimentar para o futuro. Podem ser consumidos inteiros, moídos, processados, em pó ou em pasta. E podem ser incorporados noutros alimentos e apresentar-se ao consumidor em barras de cereais, biscoitos, pães, massas, sopas, ‘nuggets’ ou hamburgers.

Também na alimentação animal, os insetos ganham progressiva relevância. A farinha produzida a partir deles é um ingrediente com alto valor proteico e energético, passível de ser incorporado em rações fareladas, laminadas ou extrusadas de animais. Entomofagia – o consumo de insetos pelo homem – é, pois, o palavrão do futuro em ciência alimentar ao qual vamos ter de nos habituar. Arrisca-se, aliás, a ser a mágica solução para o gigantesco problema que é (ainda) a fome no Mundo.

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