Sonae MC vê limitado impacto da entrada da Mercadona

Sonae MC vê limitado impacto da entrada da Mercadona

Fonte: [Jornal de Negócios]

No prospecto da OPV, a Sonae MC alerta, no entanto, para os riscos de ter de reforçar uma política de preços agressivas que poderá levar a pressões sobre os fornecedores.

Como habitualmente nestas operações, o propecto da Oferta Pública de Venda (OPV) da Sonae MC descreve um conjunto de riscos para que os futuros investidores fiquem alertados para eventuais mudanças ao nível do negócio. No próximo ano é esperada a entrada no mercado nacional de um novo concorrente: a espanhola Mercadona.
No prospecto um único parágrafo é dedicado à Mercadona, e para limitar os efeitos esperados da entrada dos supermercados espanhóis no país, descrevendo a cadeia como um grupo de retalho alimentar de estrutura familiar, com uma gama limitada de marcas de fabricantes, apostando numa variedade mais alargada de produtos de marca própria a preços muito competitivos.

A Sonae MC acredita que “uma entrada e uma estratégia agressivas podem intensificar a competição ao nível dos preços no sector, apesar dos planos da Mercadona são noticiados como sendo de escala pequena e por isso a cobertura nacional da Sonae MC e da Jerónimo Martins, conjuntamente com uma boa cobertura por parte de lojas de ‘discount’, limita o seu potencial impacto a curto e médio prazos no retalho alimentar no mercado português”.
Pressão sobre os fornecedores
Mesmo assim, a Sonae MC fala num mercado muito competitivo, induzindo pressão pelos actuais e novos concorrentes. Por isso um dos riscos para os quais faz o alerta é de essa competividade ter “um efeito material adverso no nosso negócio e poderá resultar na redução das nossas quotas de mercado e rentabilidade”.
A concorrência faz-se via vários formatos e operadores. Apesar disso, a empresa reclama ganhos de quota de mercado nos últimos anos. A SOnae MC vai advertindo que poderá, em consequência, ter de mexer na política de preços, nomeadamente obrigando-se a fazer reduções nos preços dos produtos em loja por forma a manter a quota, o que poderá levar à queda de rentabilidade. Adicionalmente, num contexto em que a actividade promocional tenha de aumentar “poderemos colocar pressão sobre os nossos fornecedores para obter descontos adicionais, o que poderá ter um impacto negativo no nosso relacionamento com eles”.

Comente este artigo
Anterior Prio promove reciclagem de óleos alimentares usados na 11ª Edição do GreenFest
Próximo Crédito Agrícola dos Açores aposta na inovação de produtos e serviços

Artigos relacionados

Candidaturas e pagamentos

IFAP: Pagamentos abril 2019

Até ao dia 3 de maio o IFAP procedeu a pagamentos, referentes ao mês de abril, num montante total de cerca de 45,2 milhões de euros […]

Últimas

Governo vai investir 9 M€ em material de limpeza das florestas

[Fonte: Vida Rural]
O ministro da Agricultura anunciou na passada semana um investimento de cerca de nove milhões de euros na compra de material e equipamento para a limpeza das florestas nacionais e de combate aos incêndios. De acordo com Capoulas Santos, […]

Últimas

“Devia haver 6 Planos de Gestão Florestal e só temos 3”, denuncia deputado Roberto Rodrigues

[Fonte: O Jornal Económico]

O deputado do CDS Roberto Rodrigues denunciou em Plenário que “devia haver seis Planos de Gestão Florestal e só temos três”. Além disso, Roberto Rodrigues, diz que estes planos ainda “continuam muito no papel”.
Esta terça-feira, na Assembleia Legislativa da Madeira foram discutidas em conjunto dois projetos de resolução em matéria de floresta. […]