Tendo em vista uma reflexão sobre as prioridades futuras, na edição da publicação CULTIVAR sobre o Futuro da Política Agrícola Comum (PAC), Eduardo Diniz, Diretor-geral do GPP expõe uma análise abrangente no artigo “A Europa em três vértices: rumo a um novo (des) equilíbrio estratégico – O lugar de Portugal, e da Política Agrícola Comum, num novo ciclo europeu 2028–2034”. Analisa como o novo ciclo europeu 2028–2034 está a ser moldado por uma crescente centralização estratégica, resultado de crises sucessivas que reforçaram o poder executivo da Comissão e deslocaram o equilíbrio tradicional entre Direito, Comunidades e Soberanias, com impacto direto na PAC e na coesão territorial.
Neste contexto de competição geopolítica e de reindustrialização assimétrica, a União arrisca-se a enfraquecer precisamente os pilares que sustentaram a sua legitimidade democrática e o seu mercado interno, tratando a agricultura como política secundária num momento em que outros blocos globais a elevam a prioridade estratégica. Como alerta o autor, a proposta orçamental coloca “um paradoxo central: ao procurar reforçar o mercado interno através de maior centralização, a União arrisca fragilizar os equilíbrios políticos e territoriais que sustentaram a sua legitimidade e, assim, comprometer o próprio funcionamento daquele mercado interno que pretende fortalecer”.
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Fonte: GPP












































