Protoiro reage: “Não existem apoios europeus destinados à tauromaquia ou criação à de toiros bravos”

Protoiro reage: “Não existem apoios europeus destinados à tauromaquia ou criação à de toiros bravos”

Hélder Milheiro, secretário geral da ProToiro, reagiu à aprovação da proposta dos Verdes que proíbe apoios financeiros à tauramaquia. “Esta manobra já ocorreu outras vezes no Parlamento Europeu e nunca foi bem sucedida por violar o direito europeu”.

A Protoiro – Federação Portuguesa de Tauromaquia – reagiu esta tarde à aprovação da emenda proposta pelos Verdes para a nova Política Agrícola Comum, que proíbe os apoios financeiros à criação de touros bravos cujo destino final seja a venda para fins tauromáquicos, que decorreu no Parlamento Europeu. Diz a organização que “a notícia veiculada sobre a aprovação do fim de apoios à criação de toiros pelo Parlamento Europeu é errónea e não passa de uma manobra mediática com o objetivo de atacar a tauromaquia nos países europeus”.

É ainda indicado que “não existem apoios europeus destinados a atividades tauromáquicas e não existem apoios europeus destinados à criação de toiros bravos, como já o referiu inúmeras vezes as Comissão Europeia em resposta ao parlamento europeu (exemplo aqui) tal como pelo governo português através do Ministério da Agricultura, em 2016, referiu à RTP, sobre este tema”

A Protoiro diz que a própria Comissão Europeia deixou de dar apoios desde 2003, com as subvenções recebidas pelos agricultores a deixarem de estar ligadas ao que produzem e às quantidades que produzem e passarem a estar dependentes do respeito por determinados padrões ligados ao ambiente e ao bem-estar animal.

“Se não existem apoios europeus à criação de toiros bravos, então não há nada a proibir. Tal tentativa viola os princípios da PAC e o direito europeu”, explica o organismo em comunicado. A Protoiro cita ainda a Comissão Europeia, dizendo: “os agricultores são livres de exercer qualquer atividade económica legal… e recebem apoios no âmbito das normativas europeias e nacionais aplicáveis.”

O artigo foi publicado originalmente em Dinheiro Vivo.

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