Produtores de castanha queixam-se dos estragos provocados por javalis e falta de apoio

Produtores de castanha queixam-se dos estragos provocados por javalis e falta de apoio

Os produtores de castanha dizem que os estragos causados por javalis este ano foram os piores dos últimos tempos.

Em Vila Boa de Carçãozinho, concelho de Bragança, os produtores têm sofrido com os prejuízos causados por estes animais. Ana Pereira afirma que, nesta campanha, os estragos são piores. A agricultora queixou-se das castanhas comidas pelos animais e ainda dos estragos que provocam nos seus lameiros.

“No princípio da campanha não apanhamos nenhuma. Temos castanheiros que começam a dar em Setembro e quase que não se aproveitou nada, foi tudo para eles. E nos lameiros, andam de volta das vacas e não tinham medo de nadinha”.

Também Virgílio Martins, de Vila Boa de Carçãozinho, se queixa do mesmo. Não só das castanhas que são comidas, mas também das plantações de castanheiros novos que também estão a ser destruídas por javalis.

“Este ano foi dos piores que eu já vi. Estes castanheiros que se plantaram há dois ou três anos, eles partem-nos redondinhos, quem vir aquilo pensa que alguém os partiu, mas são os javalis com os dentes. Tinha 60 plantados e posso dizer que não ficou lá nada”.

Augusto Pires é também produtor de castanhas e presidente da junta de Gondesende. Também tem sentido os estragos do javali e ouvido as queixas de outros agricultores. Na sua opinião, os javalis deveriam poder ser caçados “livremente” durante o tempo de caça.

“Eu acho que durante o tempo da caça deveriam deixar matá-los livremente, porque este ano nem vão deixar fazer as montarias e, se calhar, vai-se agravar a situação. Nós metemos umas credencias, por causa dos prejuízos, para os deixarem matar, mas também é complicado, porque é só na lua cheia”.

Os produtores apontaram ainda que há falta de apoios por parte da tutela. Alguns deixaram de reportar os estragos ao Instituto da Conservação da Natureza e Floresta, porque dizem que raramente são indemnizados. Até agora não foi possível chegar à fala com a directora regional do ICNF, apesar das várias tentativas.

Escrito por Brigantia

Foto:Octávio Reis

Vídeo:Octávio Reis

Jornalista: Ângela Pais

O artigo foi publicado originalmente em Rádio Brigantia.

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