“Problema nº 1 das empresas são os recursos humanos”

“Neste momento, o problema número um das empresas é mesmo a questão dos recursos humanos”, diz o ministro-adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira. “O problema afeta praticamente todas as regiões do país e todos os sectores. É preciso pessoal qualificado nas áreas das tecnologias de informação e comunicação, na indústria, na agricultura, no turismo, na construção civil.”

Para aumentar o potencial de crescimento da economia portuguesa, o ministro aposta em duas frentes: “A primeira é aumentar a produtividade, ou seja, com os mesmos trabalhadores conseguir gerar mais valor. A segunda é mais trabalhadores.” A estratégia passa pela formação dos ativos do país e pela atração de pessoal do estrangeiro.

“Temos de investir mais na formação dos ativos. Ter programas intensos de formação para quem já está no mercado de trabalho e ter a oferta formativa adequada às verdadeiras necessidades das empresas. No Governo, estamos a trabalhar precisamente naquilo que deve ser a estrutura de formação profissional para o próximo quadro”, diz o ministro que prevê um reforço dos fundos comunitários do Portugal 2030 para esta prioridade.

“A outra frente é atrair gente de fora, quer sejam portugueses que partiram quer sejam trabalhadores de outras origens que queiram vir para Portugal”, acrescenta. “Temos estado a fazer um trabalho muito intenso à volta de alguns temas importantes como o regime de vistos e de autorização de residência. Precisamos de simplificar procedimentos e encurtar prazos.”

Neste contexto, Siza Vieira lembra que o Tech Visa já não se restringe às empresas tecnológicas. “Nós agora revimos este regime e, basicamente, qualquer empresa de qualquer sector, por exemplo, uma indústria têxtil ou metalomecânica que precise de um engenheiro, pode passar por aqui para ir buscá-lo mais rapidamente.”

A portaria que permite a determinados profissionais virem para Portugal pagando menos impostos também está a ser revista, como o Expresso noticiou na última edição. “Isto é importante para as nossas empresas apresentarem uma proposta mais competitiva em termos de salário líquido para atrair os trabalhadores do estrangeiro mais qualificados.”

O artigo foi publicado originalmente em Expresso.

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