Portugal e Angola reafirmam cooperação agrícola e veterinária

Portugal e Angola reafirmam cooperação agrícola e veterinária

Dotar Angola de capacidade de segurança alimentar ao nível interno e com vista à exportação é o principal objetivo da cooperação entre Portugal e Angola. A vontade foi reafirmada, recentemente, pelo Ministro da Agricultura de Angola, Marcos Alexandre Nhunga, durante a visita do presidente daquele país, João Lourenço, a Portugal.

Em declarações à imprensa no final de uma visita ao Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), o ministro angolano referiu que a cooperação tem três grandes áreas de ação: a formação de quadros, pois os recursos humanos são fundamentais para o desenvolvimento de qualquer atividade; o apoio e a assistência técnica a Angola para produção de vacinas, que atualmente está a produzir em Newcastle, para as aves, sendo desejo atingir outras espécies, como a bovinicultura, a suinicultura e os pequenos ruminantes, entre outros.

Por fim, a terceira área refere-se à criação de laboratórios de referência para a sanidade animal e vegetal, que estão ligados à segurança alimentar e dos solos para que Angola possa garantir à população angolana segurança alimentar e também possa exportar com referência no mercado internacional.

Entretanto, “Angola tem estado a dar saltos muito grandes em termos de produção”, defende Marcos Alexandre Nhunga, citado pela agência Lusa. A agricultura naquele país é essencialmente familiar, responsável por 90% da produção total, mas nos últimos três a quatro anos tem tido um envolvimento muito forte do setor empresarial.

Com a meta da auto-suficiência alimentar no horizonte, Angola quer depois disto trabalhar na promoção de culturas tradicionais daquele país como o café, cacau, palma e caju. E aqui Portugal e Angola são mais complementares do que concorrentes em termos agrícolas. “Angola produz ou pode vir a produzir, aquilo que nós possamos importar, como café ou cacau, não tendo a ver com os produtos que nós queremos continuar a vender para Angola, como o vinho ou o azeite”, diz o ministro da Agricultura português, Luís Capoulas Santos.

O artigo foi publicado originalmente em Anipla - fitonotícias.

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