PME agroalimentares e florestais dispõem de 2,65 milhões

PME agroalimentares e florestais dispõem de 2,65 milhões

Pequenas e médias empresas (PME) nas áreas agroalimentar e florestal, que promovam a adoção de tecnologias robóticas inovadoras, vão poder candidatar-se, até 31 de maio, a um apoio no valor global de 2,65 milhões de euros, disponibilizados pelo projeto europeu agROBOfood, que em Portugal tem a participação do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

Podem candidatar-se pequenos consórcios (2 a 5 parceiros) daqueles dois setores, que incluam pelo menos uma PME na área tecnológica ou da robótica e um utilizador final da tecnologia.
As candidaturas deverão abordar uma necessidade comercial no setor, com uma solução baseada em tecnologias robóticas, indica um comunicado do INESC TEC.

O consórcio poderá ter sede em qualquer um dos Estados-membros, ou em países associados ao programa Horizonte 2020, e deverá concordar com a utilização dos serviços transfronteiriços da rede e também recorrer a um Digital Innovation Hub (DIH) parceiro local como ponto de contacto preferencial. No caso português, o ponto de contacto será o INESC TEC, através do investigador Filipe Neves dos Santos.

No total, estão disponíveis 2,65 milhões de euros, entre 300 a 500 mil euros por proposta.

O objetivo é “criar um ecossistema europeu para acelerar a adoção efetiva de tecnologias robóticas no setor agroalimentar e florestal apoiar as PME a tornarem-se mais eficientes e competitivas”.

A implementação dos projetos vai decorrer entre setembro de 2020 e maio de 2022.

O INESC TEC avisa que esta é a primeira “call” do agROBOfood, que prevê lançar novas chamadas durante o projeto, num total de 8 milhões de euros.

O projeto agROBOfood (Business-Oriented Support to the European Robotics and Agri-food Sector, towards a network of Digital Innovation Hubs in Robotics) integra 38 parceiros europeus, abrange os domínios da robótica, da agricultura, da I&D e dos negócios, através da criação de uma rede sustentável de Centros de Inovação Digital.

Esta rede conta já com 48 “hubs” e 12 centros de competências, inseridos em 7 clusters regionais na Europa, que apoiarão as empresas no processo de digitalização, interligando diferentes “stakeholders”, lê-se no comunicado.

O núcleo principal do projeto é formado por Experiências Inovadoras, desenvolvidas e monitorizadas pelos “hubs”. Os “clusters” regionais ficarão responsáveis pela demonstração de soluções robóticas inovadoras no setor agroalimentar, de forma a garantir a sua replicabilidade e implementação a nível europeu.

O agROBOfood é financiado pelo programa de investigação e inovação da União Europeia H2020.

O artigo foi publicado originalmente em Dinheiro Vivo.

Comente este artigo
Anterior COVID-19: ADP Fertilizantes continuará a apoiar o setor Agroalimentar
Próximo Produtores de Vila Pouca de Aguiar estão a apostar pela primeira vez na amêndoa

Artigos relacionados

Opinião

A importância dos pequenos terrenos de cultivo em tempos de isolamento e perspetivas futuras para a agricultura nacional – João Sousa

Nas gerações mais novas há uma tendência para a desvalorização das atividades comunitárias mais ancestrais como a agricultura ou a pastorícia, […]

Nacional

Novos psicólogos prometidos para as escolas em 2018 só vão ser colocados em setembro

O Governo pretendia reforçar em 100 o número de psicólogos nas escolas no ano letivo que terminou (2018/2019). A medida iria aumentar para 300 o número de psicólogos que são financiados com verbas comunitárias. […]

Últimas

Javalis e outros animais selvagens forçam abandono da agricultura familiar na região Centro

Javalis, veados e corços regressaram aos antigos habitat da região Centro, onde agora se multiplicam e arrasam culturas, levando as famílias a desistir das explorações. […]