PJ investiga várias queixas de tráfico de pessoas e escravatura em Odemira

PJ investiga várias queixas de tráfico de pessoas e escravatura em Odemira

PÚBLICO apurou que há várias queixas feitas à PJ e que esta polícia está na fase de recolha de provas no âmbito de investigações de vários crimes que envolvem trabalhadores imigrantes explorados ou enganados.

A Polícia Judiciária está a investigar vários casos de alegados crimes ligados ao auxílio à imigração ilegal, tráfico de pessoas e escravatura na zona de Odemira.

O PÚBLICO apurou que há várias queixas feitas à PJ e que esta polícia está na fase de recolha de provas no âmbito das investigações em curso. Esta é uma situação que a PJ está a monitorizar com preocupação. Tudo aponta para que se trate de casos avulso e de pequenas redes: “aparentemente” não são grandes redes, adiantou a mesma fonte, ressalvando que “qualquer investigação é dinâmica”.

Estes casos não têm apenas a ver com o denunciado pelo presidente da Câmara Municipal de Odemira, José Alberto Guerreiro, que afirmou à SIC ter feito queixa de várias situações. Este domingo, no final de uma reunião da task force do concelho para a situação sanitária que ali se vive, o autarca esclareceu aos jornalistas que denunciou suspeitas “há cerca de dois anos” à PJ e que ele próprio já foi ouvido, diz a Lusa.

De resto, este tipo de investigações não é inédito. Algumas operações do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) identificaram vítimas de tráfico de seres humanos de origem estrangeira, em várias regiões, na agricultura. Em 2019 a maioria das vítimas de tráfico de seres humanos identificadas foi para exploração na agricultura, em Beja — foram 44 ao todo, revelou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). Há anos que existem referências nos relatórios do Observatório de Tráfico de Seres Humanos de exploração laboral de imigrantes.

Também há vários anos que a delegação de Beja da associação Solidariedade Imigrante (Solim) faz queixas sobre abusos em relação a trabalhadores no concelho, refere ao PÚBLICO Alberto Matos. Este dirigente da Solim diz que já fizeram participação de situações análogas a tráfico de seres humanos por causa de trabalhadores que os contactam queixando-se de patrões que retêm os seus documentos ou que ficam com as passwords do sistema de acesso ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF),

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