Parceiros da carne dos Açores recorrem a empresa para delinear estratégia para o setor

Parceiros da carne dos Açores recorrem a empresa para delinear estratégia para o setor

João Ponte, que falava aos jornalistas à margem da reunião da Assembleia Geral do CERCA – Centro de Estratégia Regional para a Carne dos Açores, na Ribeira Grande, ilha de São Miguel, declarou que a estratégia “aposta claramente na valorização” da carne e na “qualidade das produções”, visando “trazer mais rendimento para toda a fileira, sobretudo a produção”.

Os parceiros com assento no CERCA estão a pronunciar-se sobre a estratégia, tendo João Ponte considerado que a sua implementação poderá implicar a introdução de novas medidas e alterar os apoios públicos, sendo a meta duplicar o volume de negócios da fileira da carne até 2030.

“Há aqui áreas que são claras em relação ao caminho que há que fazer: apostar na qualidade, no acabamento dos animais; ter em consideração as preocupações do bem estar, vender melhor a sustentabilidade dos Açores. Existe um conjunto de aspetos em termos de valorização que são semelhantes para o leite e carne”, explicou.

Segundo o titular da pasta da Agricultura, a produção de carne nos Açores aumentou 15% da anterior para a atual legislatura, que termina este ano, sendo que 65% deste montante destina-se à exportação.

João Ponte declarou que se assistiu a uma redução “muito significativa” da exportação de animais em vida, acrescentando que estes são “indicadores importantes” num momento em que se realizou um “investimento enorme” na Rede Regional de Abate, que está toda certificada.

De acordo com o governante, o setor da carne, sem quantificar as ajudas no âmbito do Programa de Opções Específicas para o Afastamento e a Insularidade nas Regiões Ultraperiféricas (POSEI) representa 50 milhões de euros por ano, sendo abatidos mais de 72 mil animais num total de 16.200 toneladas de carne.

Para João Ponte, o mercado da carne dos Açores “é interessante” e regista uma “desempenho positivo nos últimos anos”, sendo que o principal destino da sua exportação é o continente e Israel, mas admite que o setor “não está consolidado”.

Relativamente ao dossier Mercosul, o secretário regional referiu que foi pedido um estudo a uma empresa especializada para “ajudar a precaver eventuais impactos que poderão surgir” para os Açores.

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O artigo foi publicado originalmente em Açoriano Oriental.

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