Pão de Açúcar faz maior encomenda de vinho português para o Brasil

Pão de Açúcar faz maior encomenda de vinho português para o Brasil

A cadeia de distribuição brasileira acaba de importar 200 mil garrafas de 13 empresas de vinho verde, num negócio avaliado em quase meio milhão de euros e promovido pela Associação Empresarial de Portugal.

A maior exportação registada, de uma só vez, de um tipo de vinho para o mercado brasileiro. É assim que a Associação Empresarial de Portugal (AEP) classifica a encomenda de cerca de 200 mil garrafas de vinho verde, engarrafado por 13 produtores nacionais, por parte da cadeia de distribuição Pão de Açúcar.

Este negócio avaliado em 460 mil euros resultou de uma acção de promoção no mercado brasileiro organizada pelo AEP, em parceria com a empresa de publicidade Opal e a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, no âmbito do projecto de internacionalização “Business On the Way”, que envolveu importadores, distribuidores e escanções brasileiros.

Durante dois dias, os especialistas desta cadeia de distribuição, que tem mais de duas mil lojas em território brasileiro, provaram várias marcas de vinhos verdes, fazendo posteriormente a negociação e a encomenda destes artigos junto dos produtores desta região demarcada, que abrange 37 concelhos nortenhos e em 2017 ultrapassou os 60 milhões de euros na exportação.

Também no âmbito de uma parceria deste género e com o mesma retalhista, realizada no primeiro semestre de 2016, o Pão de Açúcar tinha importado mais de 100 mil garrafas de vinho português, provenientes de sete regiões vitivinícolas e 19 produtores, gerando na altura uma facturação de cerca de 300 mil euros.

“Cada vez mais consumidores brasileiros conhecem os vinhos portugueses. Apesar da carga fiscal elevada, que acaba por penalizar os nossos vinhos face ao Chile ou à Argentina, este processo merece o esforço e empenho da AEP. Esta tipologia de acção deve ser replicada no futuro pelo impacto imediato que tem nas vendas dos produtores nacionais e pela motivação que desperta em todos os agentes económicos”, frisou numa nota de imprensa o presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida.

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