O azevinho (Ilex aquifolium L.) é uma espécie protegida, pelo que a colheita, o corte total ou parcial, o arranque, o transporte e a venda são proibidos em Portugal continental

O azevinho (Ilex aquifolium L.) é uma espécie protegida, pelo que a colheita, o corte total ou parcial, o arranque, o transporte e a venda são proibidos em Portugal continental

O azevinho (Ilex aquifolium L.), aparece espontaneamente em Portugal continental e a espécie Ilex canariensis Poir. ou Ilex perado Aiton, na Madeira e nos Açores .

O azevinho (Ilex aquifolium L.) é uma espécie protegida, ao abrigo do Dec.-Lei 423/89 de 4 de dezembro, pelo que a colheita, o corte total ou parcial, o arranque, o transporte e a venda são proibidos em Portugal continental.

Por ser difícil ou até impossível distinguir o azevinho espontâneo do azevinho cultivado durante o transporte/comercialização, e existindo em Portugal Continental uma importante atividade económica de produção e comercialização de azevinho, desenvolvida com maior intensidade durante a época natalícia, iniciou-se em 1990 uma ação de credenciação voluntária dos produtores com a finalidade não só de assegurar o cumprimento das disposições legais, mas também permitir que pudessem desenvolver tranquilamente a sua atividade económica.

Os produtores podem registar-se junto do ICNF até ao dia 15 de setembro de cada ano.

http://www2.icnf.pt/portal/icnf/formularios/azev  

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O azevinho, é um arbusto de folha persistente da família das Aquifoliáceas, do género Ilex, de crescimento muito lento, atingindo em adulto 4 a 6 metros de altura, podendo viver mais de 100 anos. Alguns exemplares atingem porte arbóreo e podem chegar aos 15 m ou mais.

Pouco exigente quanto ao tipo de solos encontramo-lo em bosques caducifólios (carvalhais) e matagais em regiões montanhosas, raramente formando azevinhais. Frequentemente em encostas sombrias, barrancos fechados e margens de linhas de água, com preferência por solos siliciosos ou descarbonatados, de boa drenagem e estações com pluviosidade alta ou média, e altitudes até aos 1.500 m.

É uma espécie dioica (i.e. os sexos são separados havendo indivíduos masculinos e femininos), aparecendo os frutos, tóxicos, apenas nos exemplares femininos, sendo que 20 ou 30 bagas podem ser fatais, mas as folhas apresentam também alguma toxicidade. Existem já no mercado variedades e híbridos cultivados, que são plantas monoicas, isto é, têm em simultâneo flores masculinas e femininas.

As folhas, verde-escuras ou bicolores, são ovaladas ou lanceoladas e de bordo ondulado e espinhoso, por vezes liso em indivíduos ou ramos mais idosos. As flores brancas, de pequena dimensão aparecem entre abril e junho e os frutos amadurecem no fim do verão, persistindo durante todo o inverno.

É uma espécie protegida, ao abrigo do Dec.-Lei 423/89 de 4 de dezembro, pelo que a colheita, o corte total ou parcial, o arranque, o transporte e a venda são proibidos em Portugal continental.

Por ser difícil, ou até impossível distinguir, o azevinho espontâneo do azevinho cultivado durante o transporte/comercialização, e existindo em Portugal Continental uma importante atividade económica de produção e comercialização de azevinho, desenvolvida com maior intensidade durante a época natalícia, iniciou-se em 1990 uma ação de credenciação voluntária dos produtores com a finalidade não só de assegurar o cumprimento das disposições legais, mas também permitir que pudessem desenvolver tranquilamente a sua atividade económica.

Os produtores podem registar-se junto do ICNF até ao dia 15 de setembro de cada ano.

http://www2.icnf.pt/portal/icnf/formularios/azev 

Fotos: João Pinho / ICNF

O artigo foi publicado originalmente em ICNF.

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