Nota de esclarecimento da DGAV sobre a Xylella fastidiosa

Nota de esclarecimento da DGAV sobre a Xylella fastidiosa

A Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), autoridade fitossanitária nacional, publicou a 30 de Janeiro uma nota de esclarecimento relativamente à detecção da bactéria Xylella fastidiosa em Gaia, em plantas de lavanda localizadas no jardim do Zoo de Santo Inácio. A este propósito, a nota esclarece que:

1 – A bactéria Xylella fastidiosa, à semelhança de outros agentes patogénicos que afetam as plantas, não constitui nenhum risco para pessoas e animais.

2 – Devido aos potenciais efeitos desta bactéria em culturas muito importantes para a nossa agricultura e paisagem rural, estão a ser tomadas medidas oficiais de destruição das plantas na zona infectada, controlo dos insectos vectores e prospecção da área circundante;

3 – A bactéria dispersa-se a curta de distância através de insectos e a longas distâncias pelo transporte de plantas contaminadas;

4 – A Xylella fastidiosa é um agente patogénico que afecta um grande número de espécies vegetais, podendo conduzir ao enfraquecimento, redução de produção e mesmo morte das plantas infectadas;

5 – Os serviços do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, designadamente a DGAV e a Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, reconhecem e agradecem toda a colaboração que tem sido prestada pelos responsáveis do Zoo de Santo Inácio, que tem permitido uma rápida actuação dos serviços fitossanitários;

6 – A identificação desta bactéria no local não constitui motivo que justifique o cancelamento de visitas ao Zoo.

Alguns dias antes, a DGAV tinha publicado outro anúncio relativamente a esta bactéria, indicando que «foi já accionado o Plano de Contingência Nacional, que estabelece o conjunto de procedimentos destinados a garantir uma rápida e eficaz resposta em caso de deteção da Xylella fastidiosa em Portugal». Assim, de acordo com o Plano, «num raio de 100 metros a partir da planta infectada (Zona Infectada) foram já destruídas mais de 200 plantas susceptíveis de hospedar a bactéria e estão já em curso as operações de prospecção num raio de 5 Km a partir do foco de detecção da bactéria (Zona Tampão)».

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O artigo foi publicado originalmente em Revista Frutas, Legumes e Flores.

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