Ministro assegura que Cabo Verde está preparado e reforça campanha contra gafanhotos

Ministro assegura que Cabo Verde está preparado e reforça campanha contra gafanhotos

O ministro da Agricultura e Ambiente cabo-verdiano, Gilberto Silva, disse esta terça-feira que o seu ministério está preparado e vai reforçar “ainda mais” a campanha contra a praga de gafanhotos, que afeta quatro ilhas do país.

“É importante saber que existe um plano de intervenção que está a ser executado pelo ministério da Agricultura com uma enorme equipa de terreno, a fazer o tratamento”, disse o governante. O ministro, que falava à margem do 14º Simpósio de Hidráulica e Recursos Hídricos dos Países de Língua Portuguesa, na cidade da Praia, notou que, quando chove, muitas pragas aproveitam-se para eclodir no país, neste caso os gafanhotos.

O governante referiu também que Cabo Verde é um país sob influência do Sahel e os gafanhotos constituem uma característica dessa região e multiplicam-se nesta altura do ano. “O ministério está preparado e vai reforçar ainda mais a campanha contra os gafanhotos”, assegurou Gilberto Silva, para quem os agricultores tem um “papel-chave” na luta contra essa praga, pelas informações que podem dar aos serviços técnicos e participação direta nas campanhas.

Na semana passada, o Ministério da Agricultura e Ambiente de Cabo Verde informou que uma praga de gafanhotos começou a afetar as terras áridas e semiáridas das ilhas de Santiago, Brava, São Nicolau e São Vicente.

A mesmo fonte adiantou que as delegações do ministério têm neste momento no terreno equipas a proceder à pulverização em zonas de pastagens e florestais e a apoiar os agricultores nas zonas de culturas. Em Cabo Verde voltou a chover em setembro, após passar por dois anos consecutivos de seca.

O ministro Gilberto Silva disse que as chuvas no país vão garantir alguma produção de milho, pasto para os animais e recarga dos lençóis freáticos. O governante disse ainda que as previsões apontam para mais chuvas em todo o país, durante este mês e em outubro, pelo que só depois disso fará uma avaliação concreta do ano agrícola.

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O artigo foi publicado originalmente em Observador.

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