Ministra da Agricultura afirma que “é errado dizer que o olival é um sorvedouro de água” e acrescenta que “as culturas de sequeiro não existem devido ás alterações climáticas” (c/som)

Ministra da Agricultura afirma que “é errado dizer que o olival é um sorvedouro de água” e acrescenta que “as culturas de sequeiro não existem devido ás alterações climáticas” (c/som)

[Fonte: Rádio Campanário] O olival intensivo continua a ser uma das culturas que mais controvérsia gera, se por um lado as produções de azeite aumentam exponencialmente, por outro exige o consumo de água acima da média que este tipo de cultura requer.

Em declarações exclusivas aos microfones da RC a Ministra da Agricultura, Maria do Céu Albuquerque, considera que “erradamente se vai dizendo que o olival é um sorvedouro de água”.

“É errado dizer que o olival é um sorvedouro de água”
Maria do Céu Albuquerque 

A Ministra explica que “mesmo o olival intensivo e superintensivo gastam menos que uma cultura de milho, ou um amendoal ou um nogueiral”, acrescentado que “obviamente que o olival tradicional, tal como outras culturas são de sequeiro”, o que consequentemente gasta menos água.

“Derivado das alterações climáticas já não existem culturas de sequeiro”
Maria do Céu Albuquerque

Maria do Céu Albuquerque considera que “hoje as culturas de sequeiro praticamente não existem”, justificando esta afirmação com o facto de “com as alterações climáticas as espécies que antes não precisavam de água, hoje já não acontece”.

Para a tutela o importante “é que todos estejam convocados para usar sistemas de rega que permitam tornar o uso do recurso mais eficiente, garantindo a sustentabilidade do setor”.

“Vamos avaliar os impactos do olival intensivo e decidir o que é melhor para a região”
Maria do Céu Albuquerque 

Questionada pela RC sobre a posição da tutela relativamente ao olival intensivo, Maria do Céu Albuquerque explica que “neste momento está a ser feito um estudo que vai decorrer até março, sobre os impactos do olival intensivo em Alqueva, apenas nessa altura poderemos decidir o que é melhor para esta região”.

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