Ministério da Agricultura defende que feiras virtuais devem continuar pós pandemia

Ministério da Agricultura defende que feiras virtuais devem continuar pós pandemia

A ministra da Agricultura defendeu hoje, durante a abertura da Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital, que as feiras de produtos virtuais devem continuar, mesmo depois da pandemia, complementando os certames presenciais.

“Estas feiras virtuais estão para ficar, pese embora todos sintamos a necessidade de contacto físico. Ainda muito recentemente, no norte, uma produtora de enchidos partilhava connosco que, numa feira virtual, nas primeiras 48 horas, vendeu 10 mil euros, coisa que dificilmente conseguiria fazer numa feira física. É por isso que temos de insistir não só no modelo convencional, mas também neste modelo”, disse Maria do Céu Antunes.

A ministra, que participou virtualmente na inauguração da Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital, sublinhou que a pandemia de covid-19 trouxe o desafio da adaptação para se conseguir sobreviver.

“Temos de insistir na promoção dos nossos produtos chamando a atenção dos consumidores portugueses, e não só, para a excelência dos nossos produtos, que foi reconhecida durante este ano. Aumentámos as exportações – o complexo agroalimentar exportou mais 2,5% face a 2019 e a agricultura mais 5,5% – e diminuímos as importações mais de 2%”, reforçou a ministra da Agricultura.

Maria do Céu Antunes destacou ainda o papel dos portugueses, que procuraram os produtos nacionais, contribuindo para o “desenvolvimento dos territórios e a manutenção dos postos de trabalho”, o que permitiu “equilibrar a balança comercial, mesmo num ano particularmente difícil”.

A governante defendeu também a importância de se conseguir “organizar a oferta em função da procura”, onde os agricultores “tiveram um papel, tendo conseguido ir ao encontro de uma produção sustentável, sem desperdício alimentar, fornecendo as cadeias de abastecimento”.

O encerramento do canal Horeca, a paragem do turismo e o confinamento levou a novos padrões de consumo, segundo referiu Maria do Céu Antunes, que recordou a campanha da tutela “Alimente quem o Alimenta”, que criou uma “relação entre o consumidor e o produtor”.

“Tivemos uma adesão fortíssima. Tenho de agradecer a todos a tendência de crescimento da agricultura e do complexo agroalimentar”, nomeadamente às “câmaras municipais que têm criado as melhores condições para o acompanhamento do setor”.

Conscientes das “dificuldades, mas também das oportunidades”, a ministra revelou que o Ministério tem uma agenda “para uma gestão ativa de todo o território nacional tendo por base o desenvolvimento agrícola e florestal de forma sustentável e inovadora”.

“Foi por isso que o Governo alocou diretamente 93 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência, para dotarmos o setor da inovação e desenvolvimento tecnológico ao serviço dos setores para que se possam digitalizar e, com isso, ter melhores recursos e ir ao encontro dos novos padrões de sustentabilidade ambiental, económica e social que se impõem”, informou a ministra da Agricultura.

A Festa do Queijo Serra da Estrela de Oliveira do Hospital é considerada a maior feira do queijo de Portugal e decorrerá ‘online’ até 13 de abril, com custos de envio grátis para todo o país, incluindo ilhas.

O certame tem como objetivo principal promover o Queijo Serra da Estrela e outros produtos endógenos da região de Oliveira do Hospital.

Os produtores de vinho do Dão também estarão na festa ‘online’ com vinhos que se produzem no concelho de Oliveira do Hospital, que integra a Região Demarcada do Dão.

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