Matos Fernandes espera estudo sobre nova barragem até ao verão

Matos Fernandes espera estudo sobre nova barragem até ao verão

Estudo de impacto ambiental, projeto e modelo de financiamento já foram pedidos. O rio Ocreza (que nasce na Serra da Gardunha) “parece ser mais [o local] indicado”, disse o ministro do Ambiente.

Até ao próximo verão, o ministro do Ambiente e da Transição Energética espera ter concluído um estudo prévio para a construção de uma nova barragem em Portugal. Em entrevista ao Dinheiro Vivo e à TSF (acesso livre), João Matos Fernandes explicou que o objetivo do empreendimento é controlar o caudal do rio Tejo. A melhor localização que vê é em Castelo Branco.

Há uma decisão concreta para estudar esta barragem e essa indicação já foi dada à Agência Portuguesa do Ambiente e chegaremos ao verão com um estudo prévio para essa barragem que tenha várias alternativas, que nos diga quanto custa mediante as alternativas, que nos diga como é que ela pode ser paga”, explicou Matos Fernandes.

O ministro clarificou que, pelo menos, parte da barragem deve ser rentável para rega e para produção de eletricidade através da colocação de painéis fotovoltaicos na superfície da barragem. O estudo da APA irá ainda indicar quais são os principais impactos ambientais.

Quanto à melhor localização para a barragem, referiu que deverá situar-se numa “sub-bacia hidrográfica com alguma capacidade de água” e apontou para o rio Ocreza (que nasce na Serra da Gardunha, no distrito de Castelo Branco) como o local que “parece ser mais indicado” por estar próximo da fronteira com Espanha, mas numa bacia hidrográfica do território português. “É isso que estamos a avaliar. Uma barragem deste tipo tem de ter um estudo de impacto ambiental, um projeto e um modelo de financiamento“, sublinhou o ministro.

A construção de uma nova barragem tem como objetivo compensar as flutuações de caudal, sendo que o rio Tejo tem atualmente menos 25% do caudal que tinha quando foi assinada a Convenção de Albufeira entre Portugal e Espanha, há mais de 20 anos. “Por muito bem que essa relação [entre os dois países] corra, é fundamental termos do nosso lado alguma capacidade de armazenamento de água para poder regularizar o Tejo português”, acrescentou Matos Fernandes.

O artigo foi publicado originalmente em ECO.

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