Mação. Autarca diz que arderam três mil hectares. “Está em risco de desaparecer o que sobrou de 2017”

Mação. Autarca diz que arderam três mil hectares. “Está em risco de desaparecer o que sobrou de 2017”

Os três incêndios no distrito de Castelo Branco provocaram sete feridos ligeiros e um grave.

O vice-presidente da Câmara de Mação disse este domingo à agência Lusa que as chamas já consumiram três mil hectares de floresta e que está em risco de desaparecer o que sobrou dos incêndios de 2017.

“Foram consumidos três mil hectares. Neste momento a frente do fogo tem seis, sete quilómetros e, com isto assim, tudo o que sobrou dos catastróficos incêndios de 2017 está em risco de desaparecer. Assim, não vai sobrar nada”, lamentou António Louro.

O autarca admitiu que a situação evoluiu favoravelmente com a descida da temperatura e com o facto de se fazer sentir menos vento, mas a extensão da frente ativa de fogo não o deixa otimista quanto à probabilidade de as chamas serem dominadas nas próximas horas.

“Gostaria de acreditar, mas será muito, muito difícil”, sublinhou.

Os dois incêndios que lavravam no concelho da Sertã desde sábado foram dominados.

O incêndio em Vila de Rei, ainda no distrito de Castelo Branco, que ainda ao início da noite alastrou para o concelho de Mação, distrito de Santarém, é aquele que envolve mais elementos na luta às chamas.

Os três incêndios no distrito de Castelo Branco provocaram sete feridos ligeiros e um grave, indicou hoje o Comandante do Agrupamento Centro Sul da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

“Há sete feridos ligeiros, agentes da Proteção Civil, e um ferido grave, um civil com queimaduras”, afirmou o comandante Belo Costa, durante um ‘briefing’ realizado às 00:00 de domingo, para fazer o ponto da situação dos três incêndios que continuavam ativos no distrito de Castelo Branco.

Três dos feridos ligeiros resultaram de um acidente entre duas viaturas de bombeiros, e o ferido grave, um civil que sofreu queimaduras, foi transportado de helicóptero para Lisboa.

O artigo foi publicado originalmente em Rádio Renascença.

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