A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, assinou um despacho que determina medidas prioritárias para evitar ataques de lobo-ibérico aos rebanhos e proteger a atividade pecuária, incluindo a abertura de linhas de financiamento para as explorações.
De acordo com o comunicado de imprensa, o ICNF tem 30 dias para apresentar um cronograma detalhado de operacionalização das medidas.
Entre as medidas com efeito mais direto nas explorações está a abertura de linhas de financiamento para proteção da atividade pecuária, como o apoio à manutenção de cães de proteção ou a instalação de vedações, segundo o comunicado do Ministério do Ambiente e da Energia.
O despacho determina ainda o apoio técnico aos criadores de gado para a adoção de medidas de proteção, a criação de projetos-piloto com soluções tecnológicas de deteção e redução do risco de ataque, o restauro ecológico de habitats adequados ao lobo e o aumento da disponibilidade de presas selvagens, para reduzir a pressão sobre os rebanhos.
Para definir que ações devem arrancar de imediato e qual o acompanhamento técnico mais adequado, será elaborada e atualizada uma cartografia de incidências, com base na georreferenciação dos ataques de lobo-ibérico e na respetiva análise geoespacial, de forma a identificar os territórios mais afetados.
O ICNF fica também obrigado a enviar ao gabinete da ministra, a cada dois meses, um ponto de situação sobre a execução das medidas prioritárias, com indicação das ações realizadas, do grau de execução, dos resultados alcançados e de eventuais constrangimentos à sua concretização
O despacho surge na sequência do Programa Alcateia 2025-2035, que estabelece uma abordagem integrada para a conservação do lobo-ibérico e a coexistência com as atividades humanas nos territórios onde coincidem. De acordo com o Governo, têm vindo a ser reforçadas as medidas de prevenção e proteção contra ataques, atualizados os valores das indemnizações quando os prejuízos não são evitados e reduzidos os prazos dos pagamentos devidos às explorações.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.















































