Live-stream: Eficiência Hídrica na Agricultura – Diagnóstico, Estratégias e Gestão

A primeira sessão do Ciclo de Conferências online sobre “Eficiência Hídrica na Agricultura” decorreu no passado dia 29 de maio, que teve como foco as etapas de Diagnóstico, Estratégias e Gestão e foi organizada pelo Conselho Regional Sul do Colégio de Engenharia Agronómica, através da plataforma zoom.

A qualidade do painel de oradores, composto por Francisco Gomes da Silva, da Sociedade de Estudos e Projetos (AGROGES), António Perdigão da Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), David Catita da Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) e José Núncio da Federação Nacional de Regantes (FENAREG), e a pertinência do tema ficaram comprovados pelo interesse generalizado dos mais de 130 participantes. Foi evidenciada a necessidade de gestão eficiente de um recurso valioso e reconhecido como tal pela sociedade no seu todo, bem como o facto de que o seu uso eficiente não representa necessariamente uma redução, mas sim um aumento da sua produtividade.

A disponibilidade de água doce de boa qualidade para a produção de alimentos e a sua gestão criteriosa será um fator chave na agricultura do próximo século. O aumento do consumo exigido pela sociedade, a par das alterações climáticas, pressionam cada vez mais regiões como Portugal, onde se prevê que os períodos de escassez se tornem cada vez maiores com fenómenos extremos, cada vez mais recorrentes.

Só com a adopção de práticas agrícolas racionais e inteligentes é possível obter ganhos de eficiência significativos na utilização de recursos hídricos na agricultura, diminuindo consumos, garantindo a qualidade e, ainda assim, produzir mais e melhor numa mesma unidade de área.

Apesar da inequívoca evolução positiva da eficiência do regadio, nomeadamente pela substituição de sistemas menos eficientes, foram identificados problemas ao nível da fraca retenção de água superficial em Portugal, o desafio energético que representam os modernos sistemas de rega pressurizados e a necessidade de monitorização constante nos diferentes níveis da cadeia que permita uma verdadeira contabilidade da água.

Em suma, há que produzir mais e melhor por cada m3 de água utilizado, numa óptica de economia e agricultura circular, desenvolvimento, coesão territorial e segurança alimentar.

Apresentações da sessão podem ser consultadas:
António Perdigão DGADR
David Catita EDIA
José Nuncio FENAREG

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