Investimento atinge os 327 milhões de euros. Apoio financeiro para reabilitação chega aos 100 contratos

Investimento atinge os 327 milhões de euros. Apoio financeiro para reabilitação chega aos 100 contratos

Desde janeiro que todas as semanas são assinados dois contratos para a reabilitação e revitalização de edifícios nas cidades portuguesas. Em causa está o IFRRU2020, instrumento financeiro criado no âmbito do Portugal 2020, que no total já apoiou 100 contratos de reabilitação urbana, envolvendo 327 milhões de euros em investimento e um potencial de criação de 1500 postos de trabalho.

Os números, divulgados esta terça-feira pelo Ministério das Infraestruturas e da Habitação (MIH) em comunicado, significam que entre janeiro e março deste ano foram celebrados mais 29 contratos, já que no final de 2018 o total de contratos era de 71. Só em janeiro, foram contratados mais 12 projetos para utilização do IFRRU. Ao longo de 2018, o primeiro ano completo de execução deste instrumento, o ritmo de contratos foi de um por semana.

Além dos contratos efetivamente celebrados, e segundo dados do MIH, o primeiro trimestre de 2019 encerrou com um total de 314 candidaturas em fase de apreciação, envolvendo um investimento total de 862 milhões de euros, “a concretizar ao longo de todo o país”.

OS 100 contratos já celebrados estão espalhados por 37 municípios do país, e “na sua maioria (60) os projetos são promovidos por empresas, e os restantes por particulares, IPSS e Câmaras Municipais”.

Lançado em outubro de 2017, este instrumento de apoio à reabilitação, incluindo soluções integradas de eficiência energética, tem um teto máximo de apoio por operação, de 20 milhões de euros, e passa pela disponibilização de empréstimos em condições mais vantajosas para os promotores face ao mercado, tendo surgido com uma dotação total de 1 400 milhões.

O IFRRU2020 é financiado pelos distintos programas operacionais regionais do Portugal 2020, mas também pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos e de empréstimos contraídos pelo Estado junto do Banco Europeu de Investimento e do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa, a que se somam verbas disponibilizadas por bancos comerciais participantes.

O artigo foi publicado originalmente em ECO - fundos comunitários.

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