O patriarca de Lisboa, Rui Valério, afirmou hoje que os incêndios em Portugal são um crime que exige uma tomada de consciência da sociedade portuguesa ao longo de todo o ano e não apenas no verão.
Representante da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) na sessão evocativa da assinatura da Carta Ecuménica que juntou a igreja católica e o Conselho Português de Igrejas Cristãs (Copic), Rui Valério salientou que o documento tem preocupações com a ecologia, que, no caso português, deve ter consequências concretas no apelo aos cristãos para a defesa das florestas e prevenção de incêndios.
“Aquilo que se pode esperar em Portugal, nessa matéria da ecologia em concreto, é que, sobretudo chegando ao período do verão, haja na sociedade portuguesa uma maior consciencialização do drama, do crime que constituem os incêndios”, afirmou Rui Valério.
Os incêndios florestais “são uma chaga que infelizmente só é notícia no Verão”, mas as igrejas cristãs devem assumir o “espírito ecológico de fazer mais pela floresta e pela natureza”, afirmou o arcebispo de Lisboa, falando aos jornalistas à margem da cerimónia desta tarde.
A carta ecuménica, que hoje foi publicada em português, inclui um apelo “à implementação da paz, no sentido que lhe deu agora o papa Leão: uma paz desarmada e uma paz desarmante”, um “objetivo que tem que ser comum” a toda humanidade.
O documento constitui um “claro e nítido sinal de unidade de entendimento de compreensão e de aproximação” entre as confissões católica, protestantes e ortodoxas europeias.
Trata-se de um “gesto profético” dos cristãos europeus, “porque acontece no meio de um contexto e de um panorama internacional de divergências”, acrescentou ainda.















































