Incêndios: Alto Minho regista em 2021 segundo número mais baixo de fogos da última década

Incêndios: Alto Minho regista em 2021 segundo número mais baixo de fogos da última década

O distrito de Viana do Castelo registou até quarta-feira o segundo número mais reduzido de incêndios florestais e o terceiro valor mais baixo em área ardida da última década, disse hoje o presidente da proteção civil distrital.

Contactado pela agência Lusa, a propósito da sua recondução na presidência da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo, Miguel Alves adiantou que os dados provisórios do período compreendido entre 01 de janeiro e 27 de outubro de 2021, apontam que, este ano, ocorreram “menos 55% de incêndios rurais e menos 77% de área ardida relativamente à média anual do período 2011-2020”.

O autarca socialista de Caminha revelou que “a base de dados nacional” de fogos rurais regista, naquele período, “um total de 503 incêndios rurais iniciados no distrito de Viana do Castelo [que integra 10 concelhos] e 1.747 hectares de área ardida no distrito, entre povoamentos (230 hectares), matos (1.515 hectares) e agricultura (dois hectares)”.

“Do total de 503 incêndios rurais verificados no ano de 2021, 497 foram investigados e têm o processo de averiguação de causas concluído. Até à data, do universo de incêndios investigados para os quais foi possível atribuir uma causa, as causas mais frequentes em 2021 são: incendiarismo, imputáveis (30%) e queimadas de sobrantes florestais ou agrícolas (29%)”, especificou Miguel Alves.

Segundo os dados provisórios avançados por Miguel Alves, “por concelho, destacam-se com maior número de ocorrências, e por ordem decrescente, os municípios de Arcos de Valdevez (120), Viana do Castelo (83) e Ponte de Lima (80)”.

“Em qualquer um dos casos, os incêndios são maioritariamente de reduzida dimensão, não ultrapassando um hectare de área ardida. No caso específico de Arcos de Valdevez a percentagem de incêndios com menos de um hectare de área ardida é de 70%”, destacou Miguel Alves.

Apenas em 2014 o distrito registou menos incêndios do que em 2021, contabilizando-se nesse ano 367 ignições e 829 hectares de área ardida. Nesse ano registaram-se condições climatéricas “favoraveis” idênticas às deste ano, que são apontadas como principal factor para estes baixos valores, especificou o autarca.

De acordo com o responsável máximo da proteção civil no Alto Minho, “o concelho mais afetado, no que concerne à área ardida, é Arcos de Valdevez, com 434 hectares, cerca de 25% da área total ardida até à data, seguido de Ponte da Barca, com 269 hectares (15% do total), e de Viana do Castelo, com 259 hectares (15% do total)”.

“Em 2021 e até à data, o mês de março é aquele que apresenta maior número de incêndios rurais, com um total de 138 incêndios, o que corresponde a 27% do número total registado no ano”, referiu.

Já no que respeita à área ardida, até à data, “o mês de março é também o que apresenta maior área ardida em 2021, com um total de 885 hectares, o que corresponde a 51% do total”.

Em comunicado, a Câmara de Caminha adiantou hoje que a renomeação do autarca socialista Miguel Alves na presidência da Comissão Distrital de Proteção Civil foi decidida, na terça-feira, pelos 10 presidentes de câmara do distrito de Viana do Castelo que têm assento na Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Além de Miguel Alves, compõem aquela comissão os presidentes das câmaras de Monção, António Barbosa, e de Ponte da Barca, Augusto Marinho, ambos do PSD.

À Comissão Distrital de Proteção Civil “compete acompanhar as políticas diretamente ligadas ao sistema de proteção civil, promover o acionamento dos planos distritais de emergência sempre que tal se justifique e diligenciar pela realização de exercícios, simulacros ou treinos operacionais que contribuam para a eficácia de todos os serviços intervenientes em ações de proteção civil”.

De acordo com dados fornecidos em janeiro à Lusa pelo Comandante Operacional Distrital (CODIS) de Viana do Castelo, Marco Domingues, as 11 corporações de bombeiros voluntários da região integram 662 elementos.​​​​​​​

O Alto Minho tem 162 mil hectares de floresta que se estendem pelos 2.250 quilómetros quadrados nos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo.

Na primeira reunião do Conselho Intermunicipal do Alto Minho do presente mandato, Miguel Alves foi também nomeado como representante da instituição junto da Comunidade Portuária de Viana do Castelo, cargo anteriormente ocupado pelo socialista José Maria Costa, ex-presidente da Câmara de Viana do Castelo que não se recandidatou devido à lei de limitação de mandatos.

Miguel Alves é ainda Presidente do Conselho Regional do Norte, [órgão consultivo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N)].

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