ICNF abre inquérito por causa da marcação de árvores para abate na serra da Lousã

ICNF abre inquérito por causa da marcação de árvores para abate na serra da Lousã

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) anunciou hoje que o Conselho Diretivo decidiu abrir um inquérito para apurar as responsabilidades na marcação de centenas de árvores para abate na serra da Lousã.

A decisão surge na sequência do alerta, na quarta-feira, da associação ambientalista MilVoz para a marcação de “largas centenas de árvores” para abate na serra da Lousã por parte de funcionários do ICNF.

Num esclarecimento enviado hoje à agência Lusa, o ICNF afirmou que a marcação das árvores para abate é “indevida e extemporânea”, tendo por isso determinado a abertura de um inquérito.

O instituto explicou que o local onde ocorreu a marcação de árvores para abate “foi originalmente identificado para integrar a faixa de interrupção de combustíveis da rede primária”, mas que, face à identificação “das características ecológicas do local e dos valores em presença”, o próprio instituto propôs em janeiro de 2020 à Câmara Municipal da Lousã, no distrito de Coimbra, a alteração do traçado previsto, por forma “a proteger estes valores, designadamente os conjuntos arbóreos existentes”.

A proposta de alteração do traçado foi aprovada em maio na Comissão Municipal da Defesa da Floresta da Lousã, “estando nesta fase em conclusão o referido processo de alteração de traçado”, esclareceu o ICNF.

“Importa ainda esclarecer que a instalação e manutenção das redes de defesa da floresta contra incêndios são antecedidas de uma avaliação dos valores em presença, tendo em vista a sua preservação. Dessa avaliação decorrem os necessários ajustes aos traçados definidos, assegurando a necessidade de proteger esses valores sem colocar em causa a eficácia destas redes, uma vez que estas são também uma garantia da proteção dos valores ecológicos”, acrescentou o instituto.

De acordo com a MilVoz, a marcação de árvores autóctones para abate estava a decorrer no topo da serra da Lousã, da Catraia até ao Trevim, num local que é “uma das imagens de marca” da serra.

Segundo o presidente da associação, Manuel Malva, a envolvente florestal marcada para abate tem “um alto valor ecológico e alberga uma grande diversidade biológica”.

Entre as espécies marcadas, havia carvalhos-alvarinhos, carvalhos-negrais, castanheiros, bétulas, freixos ou pinheiros silvestres, entre outras, referiu.

Comente este artigo
Anterior Estremoz: O mundo rural e agrícola alentejano em exposição
Próximo A vinha não é teletrabalho, e até houve mais mãos. "É melhor aqui do que numa fábrica fechada"

Artigos relacionados

Dossiers

Los análisis de la Junta confirman la erradicación de ‘Xylella fastidiosa’ en Andalucía

Tras el caso aislado de 2018, la Consejería ha analizado más de 1.600 muestras en la zona de vigilancia con resultado negativo […]

Dossiers

Previsão de trovoadas ( 04-05 Nov )

— Trovoadas significativas, vento, inundações e tempo localmente severo.
Durante esta 4ª e 5ª feira teremos o surgimento de um sistema de baixa pressão sobre o sul de […]

Nacional

O caminho para a Agricultura em Portugal? Regar, regar, regar

[Fonte: Expresso] Aproveitamento das terras férteis, com foco no Alqueva, e autossuficiência produtiva e alimentar. Temas fortes dos “Encontros Fora da Caixa” que Expresso e CGD organizaram em Santarém. […]