Grupo Amorim quer carga fiscal “aligeirada” para aumentar competitividade

Grupo Amorim quer carga fiscal “aligeirada” para aumentar competitividade

Paula Amorim fala na importância de se “aligeirar” a carga fiscal em Portugal para permitir aos empresários serem “competitivos com outros mercados”

A presidente da Amorim Investimentos e Participações, Paula Amorim, apontou esta quinta-feira a importância de se “aligeirar” a carga fiscal em Portugal para permitir aos empresários nacionais serem “competitivos com outros mercados”.

Em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimónia que marcou o início das comemorações dos 150 anos do grupo Amorim, a filha do empresário Américo Amorim considerou que “podia haver, sem dúvida, um ambiente mais fácil para os empresários” em Portugal, apontando a carga fiscal como “extremamente importante” para assegurar a competitividade das empresas portuguesas.

“Se queremos ser competitivos com outros mercados que não têm a mesma carga fiscal é muito importante que ela seja aligeirada. Com custos fiscais tão agravados nós tornamo-nos menos competitivos”, afirmou.

Num balanço do século e meio de história do grupo Amorim, que se assinala este ano, Paula Amorim destacou a aposta que tem vindo a ser feita – através de um forte investimento em Investigação & Desenvolvimento (I&D) – no incremento da produção e da qualidade dos montados através do Projeto de Intervenção Florestal promovido pela companhia.

Numa altura em que “os temas da sustentabilidade estão na ordem do dia”, a empresária destacou ainda o papel central que pode ser desempenhado pela cortiça e produtos derivados “na perceção que o mundo tem sobre todos os temas da natureza”.

Convicto de que o crescimento futuro da Amorim “vai continuar ligado à rolha”, que hoje representa mais de 70% do negócio do grupo, o presidente executivo da Corticeira Amorim, António Rios Amorim — também presente no evento — destacou o crescimento esperado das vendas para o segmento das bebidas espirituosas, que estão “a crescer muito acima do vinho” e permitirão à empresa “crescer em valor e em margem”.

Contudo, António Rios Amorim apontou também a importância crescente no grupo do segmento dos materiais de construção e decoração de interiores, onde a utilização de cortiça (como revestimento, por exemplo) apresenta grandes potencialidades de desenvolvimento, nomeadamente em mercados como o Japão, Médio Oriente, França e Rússia.

Como aposta futura, o presidente da Corticeira Amorim apontou ainda as muitas novas aplicações possíveis da cortiça, desde o calçado aos campos de relva sintética e ao revestimento de recreios infantis, adiantando que a estratégia da empresa nesta área passa por fazer parcerias e ‘joint ventures’ com parceiros com ‘know how’ nas novas áreas de atividade.

“Grande parte do crescimento vai ser por parcerias, dando origem a ‘spin off’, com criação de novas unidades industriais”, afirmou.

Novas fábricas na Austrália e no Chile

No negócio das rolhas, António Rios Amorim anunciou a inauguração em abril de uma nova fábrica da corticeira em Adelaide, na Austrália, um investimento de 3,5 milhões de euros para substituir as atuais instalações arrendadas e responder ao crescimento da procura naquele país, onde o negócio da Amorim “duplicou nos últimos três anos”.

Com uma produção atual de 700 milhões de garrafas de vinho por ano com rolhas de cortiça, o mercado australiano está, segundo disse, a tornar-se cada vez mais sofisticado e a registar uma crescente procura internacional, nomeadamente por parte da China, que já é “o principal cliente da Austrália”.

Tal como a cerca de meia centena de unidades semelhantes que o grupo possui em todo o mundo, esta nova fábrica na Austrália assegurará o tratamento final das rolhas antes da entrega ao cliente final.

O presidente da Corticeira Amorim apontou ainda para 2020 ou 2021 a construção de uma nova fábrica no Chile, no âmbito da parceria que tem naquele país com uma empresa chilena: “Vamos sair de onde estamos e aumentar a capacidade”, disse.

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