“Grande Bolotada” 25 milhões de bolotas pela Península Ibérica

“Grande Bolotada” 25 milhões de bolotas pela Península Ibérica

A “Grande Bolotada” é o nome de um programa de reflorestação da Península Ibérica, promovido por grupos ambientalistas com o objetivo de semear 25 milhões de bolotas.

Dificilmente conseguimos imaginar 25 milhões de árvores plantadas de um ano para o outro, porque pensamos localmente, ou mesmo regionalmente. Mas aqui ao lado, em Espanha, um grupo de pessoas lançou uma ideia que germinou rapidamente: recolher bolotas e semeá-las, um pouco por toda a Península Ibérica.

Qualquer pessoa ou entidade pode participar, e o registo na internet já começou, e vai já nas 70 mil bolotas semeadas. Até fevereiro de 2020 a meta é chegar aos 25 milhões. Agir localmente e pensar globalmente. Para além de melhorar os meios rurais, as espécies de árvores do género Quercus vão contribuir para contrariar os efeitos negativos da ação humana ao nível planetário, sobre o clima e sobre os ecossistemas.

O Núcleo de Aveiro da Quercus apoia sem reservas esta iniciativa e apela aos seus associados, aos voluntários e a todos os que queiram passar a ser voluntários, para a grande Jornada de Voluntariado do Projeto Cabeço Santo, que pretende semear cerca de 40 mil bolotas.

Uma das sementeiras ficou marcada no passado sábado, dia 26 de outubro de 2019 nos terrenos intervencionados pelo Projeto Cabeço Santo, que no concelho de Águeda tem tido um papel pioneiro na recuperação de ecossistemas. Muitos têm sido os voluntários ao longo dos anos. Mas para um passo de gigante, são precisas muitas pernas e mãos a trabalharem em conjunto. Depois da colheita e preparação das bolotas, nas duas Jornadas de Voluntariado anteriores, vai ser precisa muita gente para semear.

Projeto Cabeço Santo

Enquadramento do Projeto Cabeço Santo:

O Projeto Cabeço Santo iniciou-se em 2006, um ano após o catastrófico incêndio que deixou o Cabeço Santo em cinzas. O seu objetivo principal é a criação de um mosaico de áreas de conservação numa zona intensamente utilizada para o cultivo florestal de uma espécie exótica: o eucalipto. Foi motivado inicialmente pela tentativa de evitar que as áreas de habitat rupícola fossem alvo da expansão de espécies infestantes. No entanto, os horizontes do Projeto foram rapidamente alargados para incluir áreas até aí sujeitas a exploração florestal intensiva. Este é um projeto único em Portugal, com uma área de intervenção de 180 hectares.

Fonte: Núcleo Regional de Aveiro da Quercus

O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo.

Comente este artigo
Anterior Empresas agrícolas introduzem nova tecnologia na aplicação de fitofármacos
Próximo Feira dos Santos de Alvito festeja os frutos secos com conferência sobre pão, vinho e azeite

Artigos relacionados

Últimas

Mars – “Se queremos ser um negócio sustentável temos de mudar a agricultura”

Mudar o negócio em uma geração. É o desafio que a Mars tem em cima da mesa. E o gigante dono da M&M’s, […]

Nacional

Mel de rosmaninho de Alqueva vence ouro no Concurso Nacional de Mel

O Concurso Nacional de Mel, organização da Federação Nacional dos Apicultores de Portugal, concluiu a sua 11º edição, marcada pelo situação […]

Nacional

Fenapícola preocupada.

A FENAPÍCOLA – Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Mel, CRL, foi recebida  a 21 de fevereiro,  em audiência, pelo Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, […]