Governo está a trabalhar para melhorar a liquidez do setor agrícola em tempo de pandemia

Governo está a trabalhar para melhorar a liquidez do setor agrícola em tempo de pandemia

O secretário regional da Agricultura e Florestas afirmou esta segunda-feira que o Governo dos Açores está a trabalhar para melhorar a liquidez do setor agrícola, de modo a mitigar os impactos do atual cenário de pandemia, sem excluir a possibilidade de avançar com outras iniciativas mais robustas caso sejam necessárias.

“Ao nível da liquidez das explorações, tomamos já um conjunto de medidas, como seja dar prioridade máxima à análise de pedidos de pagamento no âmbito do PRORURAL+ e do Programa de Apoio à Modernização Agrícola e Florestal (PROAMAF)”, referiu João Ponte, acrescentando que, na semana passada, foram pagos antecipadamente 2,5 milhões de euros relativos a pedidos de pagamento referentes a projetos de investimento que estavam validados.

O governante, que falava numa audição por videoconferência na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa, adiantou que, ainda este mês, o Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) irá pagar antecipadamente 70% do montante do investimento apresentado pelos promotores, referente a pedidos de pagamentos já submetidos ou em análise.

No caso do POSEI, João Ponte revelou que também será antecipado para o mês de abril o pagamento de cerca de um milhão de euros, que ocorreria em junho, do suplemento dos produtores de leite.

No setor dos lacticínios, João Ponte referiu que não se registou, até ao momento, qualquer redução do rendimento dos produtores, pelo que não se revela necessário, nesta fase, o Governo Regional avançar com medidas específicas, apesar de já ter apelado, por escrito, às indústrias de lacticínios para a necessidade de manterem o “contrato de confiança” que têm com os produtores, evitando reduzir o preço do leite.

Relativamente à carne, destacou que não houve degradação dos preços e que, até à semana anterior à Páscoa, “se registou um aumento de 8% no número de abate de bovinos e de 16% na exportação, pelo que é necessário aguarda mais algum tempo para perceber qual será a evolução do mercado, sendo certo que, com as fronteiras fechadas e não sendo Portugal autossuficiente em carne, cria-se aqui uma oportunidade que a carne dos Açores deve saber aproveitar”.

O artigo foi publicado originalmente em Açoriano Oriental.

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