Governo dos Açores prevê rever Estratégia de Especialização Inteligente até 2020

Governo dos Açores prevê rever Estratégia de Especialização Inteligente até 2020

A revisão da Estratégia de Especialização Inteligente dos Açores (RIS3) vai estar concluída em fevereiro de 2020, servindo de base para as negociações do Quadro Financeiro Plurianual 2021/2017, anunciou o secretário regional da Ciência.

Citado numa nota de imprensa do executivo açoriano, Gui Menezes referiu que o processo de revisão pretende atualizar a RIS3 (que define prioridades para promover o desenvolvimento económico e o emprego) “não só no que respeita às áreas a abranger, mas também nas metodologias de implementação”.

O anúncio do secretário regional do Mar, Ciência e Tecnologia foi feito na sessão de abertura do Conselho Regional de Inovação, na Lagoa, ilha de São Miguel.

O governante referiu, em declarações aos jornalistas, que o objetivo é desenhar “uma estratégia mais adaptada e que seja consentânea com aquilo que são as expectativas da sociedade e as potencialidades que os Açores têm para o seu desenvolvimento em áreas em que podem ser diferenciadores, tanto do ponto de vista da investigação, como económico e do conhecimento”.

O responsável apontou o Espaço como uma das áreas possíveis, que não estava contemplada na anterior RIS3, adiantando que em fevereiro de 2020 a nova estratégia estará desenhada, prevendo-se momentos de discussão pública.

Gui Menezes sustentou que o novo documento “servirá de base para as negociações no âmbito do próximo quadro comunitário” 2021-2027 e declarou que a aplicação das metodologias da RIS3 já permitiu a aprovação de 52 projetos de investigação e desenvolvimento nos Açores, no valor de nove milhões de euros.

Para o titular da pasta da Ciência e Tecnologia, a aposta na inovação não se resume à operacionalização da RIS3, mas abrange também a criação de incentivos por parte do executivo açoriano e “a definição de estratégias concertadas e integradas que garantam uma forte ligação entre a ciência, a tecnologia, a inovação e o empreendedorismo”.

Em março, serão lançados uma linha de financiamento para a internacionalização dos projetos de investigação e desenvolvimento em contexto empresarial, com uma dotação de 600 mil euros, e um concurso para vales ID, no valor de 800 mil euros, “para as empresas regionais poderem alavancar os seus processos de inovação”.

Segundo Gui Menezes, os Açores “têm capacidade para ir buscar mais fundos para a investigação e para o conhecimento”, e para que as empresas sejam mais bem capacitadas nessas áreas: “Sem inovação, é difícil as empresas vingarem num mundo cada vez mais competitivo”.

A Estratégia de Investigação e Inovação para a Especialização Inteligente apresenta três eixos: pescas e mar; agricultura, pecuária e agroindústria; e turismo.

A União Europeia (UE) incentivou os Estados-membros e regiões a aumentarem o investimento em investigação e inovação, que deverá atingir 3% do respetivo Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, entre fundos públicos e fundos provenientes do setor privado.

Este aumento deverá levar à criação de 3.700.000 postos de trabalho e a um crescimento do PIB anual da UE de cerca de 800 mil milhões de euros.

O artigo foi publicado originalmente em Açoriano Oriental.

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