Fonseca compra armazém à Sogrape para ter caves e visitas em Gaia

Fonseca compra armazém à Sogrape para ter caves e visitas em Gaia

A Fonseca desceu o Douro, da Quinta do Panascal até ao centro histórico de Vila Nova de Gaia, para abrir um novo espaço de enoturismo com cerca de dois mil metros quadrados, que inclui também uma loja e um sala de provas de vinho do Porto.

As caves e o centro de visitas desta marca do grupo Fladgate – detém também a Taylor’s e Croft – ocupam um armazém que estava até agora nas mãos da Sogrape. Sem revelar o valor da aquisição, fonte oficial calculou ao Negócios que “o custo da obra completa no interior e no exterior” rondou os 300 mil euros.

Este é o mais recente investimento do grupo liderado por Adrian Bridge, que a 31 de julho inaugurou o empreendimento World of Wine e que é dono dos hotéis Yeatman (Gaia), Infante Sagres (Porto) e Vintage House (Pinhão). Além das caves da Fonseca e da Taylor’s, no Douro tem projetos de enoturismo na Quinta do Panascal (Fonseca) e na Quinta da Roêda (Croft).

Situado na Rua do Choupelo, este centro de visitas “condensa” 200 anos de história da marca, que vale um terço das vendas de vinho da Fladgate e tem outras duas propriedades (Cruzeiro e Santo António). O circuito mostra o processo de produção, acompanha o envelhecimento em tonéis e balseiros e termina com um cálice de Bin no. 27 – um Porto Reserva lançado há quatro décadas e um dos lotes mais populares –, incluído no preço do bilhete individual (9 euros).

“Os mais pequenos também são convidados a descobrir mais sobre a história do vinho do Porto e até desafiados com algumas atividades didáticas, com um bilhete reduzido no valor de 4,50 euros, sendo que a visita termina com uma prova de sumo de uva e bolachas para que possam acompanhar os adultos num brinde em família”, informa ainda a empresa através de uma nota enviada às redações.

Ao Negócios, o grupo Fladgate acrescentou que as atividades relacionadas com o enoturismo já representam cerca de 30% do volume de negócios global, que no ano passado ascendeu a 125 milhões de euros. Com o turismo e também as vendas de vinho do Porto em quebra devido à pandemia de covid-19, fonte oficial recusa, para já, arriscar uma estimativa para a evolução da faturação no fecho de 2020.

Este verão, também a Sogrape completou um “profundo” projeto de remodelação das Caves Ferreira, que teve a duração total de ano e meio, abrangendo os espaços de visita e também a reabilitação de 6.500m2 de coberturas, numa obra de preservação de um edifício com quase dois séculos de história. O espaço reabriu no final de julho com novos espaços dedicados a Dona Antónia, à viticultura no Douro e aos Vintage.

O artigo foi publicado originalmente em Jornal de Negócios.

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