Farmacêutica quer criar exploração de canábis para fins medicinais em Campo Maior

Farmacêutica quer criar exploração de canábis para fins medicinais em Campo Maior

[Fonte: Vida Rural]

Uma empresa com capital canadiano e israelita quer investir cerca de 16 milhões de euros em Campo Maior, em Portugal, para criar uma exploração de produção de canábis para fins medicinais. A notícia é avançada pela agência Lusa, que revela também que a empresa está já a aguardar o licenciamento da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

Ricardo Pinheiro, presidente do município de Campo Maior, diz, em declarações à agência noticiosa, que “o projeto nasceu há nove meses e a empresa fez testes agrícolas nos terrenos e foram superados”. Para além disso, garante que “já foram realizadas várias reuniões com o Governo e que se aguarda o licenciamento” do Infarmed.

A exploração deverá arrancar com uma área de quatro hectares e prevê um investimento de cerca de 16 milhões de euros ao longo de cinco anos, esperando-se que crie 50 postos de trabalho, numa primeira fase.

Depois da produção deverá seguir-se um investimento num centro de extração de óleo de canábis. “Estamos a falar de uma transformação agroindustrial, embora o fabrico do medicamento possa não ficar em Campo Maior”, revela ainda o autarca de Campo Maior.

Comente este artigo

O artigo Farmacêutica quer criar exploração de canábis para fins medicinais em Campo Maior foi publicado originalmente em Vida Rural

Anterior Prémio Ecotrophelia 2019 já aceita candidaturas
Próximo Investigadora portuguesa tem melhor tese em temas agrícolas

About author

Artigos relacionados

Últimas

(Desas)sossego em 2017 – Editorial de Teresa Silveira + Suplemento Agrovida

“Vivo sempre no presente. O futuro, não o conheço. O passado, já não o tenho”, escreveu Fernando Pessoa no ‘Livro do Desassossego’. (Desas)sossego deve ser o espírito do presente. Ou, se quiserem, sossego com inquietação. É que o otimismo moderado motiva-nos, mas o otimismo exacerbado é dúbio e preguiçoso. […]

Nacional

PCP questiona ausência de cursos para aplicadores de produtos fito-farmacêuticos na ilha do Pico

O deputado do PCP no Parlamento Regional, questionou hoje o Executivo, sobre a falta de cursos para aplicadores de produtos fito-farmacêuticos na ilha do Pico, “que impossibilita atualmente muitos agricultores de adquirirem ou aplicarem esses produtos”.
João Paulo Corvelo recorda que os cursos de formação específica para aquisição e aplicação de produtos fito-farmacêuticos se tornaram obrigatórios a partir de 26 de Novembro de 2015 e que o regime transitório que permitia que a apresentação da inscrição em curso apropriado fosse suficiente para a aquisição e aplicação destes produtos terminou no final do mês de Maio de 2016, […]

Últimas

Mais de 128.000 hectares ardidos, maior área da última década em período homólogo

Lisboa, 04 ago (Lusa) — Os incêndios florestais consumiram este ano mais de 128 mil hectares, a maior área ardida no mesmo período na última década e quase cinco vezes mais do que a média anual dos últimos dez anos.

Comente este artigo
#wpdevar_comment_6 span,#wpdevar_comment_6 iframe{width:100% !important;} […]