A empresa de Macau CESL Asia indicou hoje querer lançar projetos-piloto de grande escala em tecnologia agrovoltaica (AgroPV) em Portugal, com o objetivo de posicionar regiões agrícolas do país na vanguarda da transição verde e digital.
A intenção foi manifestada pela empresa sediada em Macau durante a visita de uma delegação de alto nível do Conselho Intermunicipal da Região Oeste de Portugal (OesteCIM) à sua sede, liderada por Hermínio José da Cruz Augusto Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Alcobaça e do Conselho Intermunicipal da OesteCIM.
A comitiva integrou ainda diversos autarcas da região, a presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, Teresa Almeida, e Bernardo Pinho, da AICEP Macau.
Segundo um comunicado enviado pela empresa, o encontro na quinta-feira centrou-se em oportunidades de cooperação nas áreas do desenvolvimento regional, agricultura sustentável e energia, tendo a administração do grupo destacado o “impacto económico transformador que o AgroPV pode proporcionar ao setor agrícola português quando acompanhada por políticas orientadas para o futuro”.
A tecnologia agrovoltaica é a prática de usar a mesma área de terra ao mesmo tempo para a produção agrícola, ou pecuária, e para a geração de energia solar fotovoltaica.
Durante a reunião, a CESL Ásia apresentou a sua Central de Demonstração AgroPV no Alentejo, sublinhando que a otimização do uso do solo “contribui para proteger a soberania alimentar nacional, ao mesmo tempo que promove o desenvolvimento das zonas rurais”.
A empresa salientou que, com os devidos enquadramentos regulamentares, estima-se que a tecnologia “possa gerar receitas adicionais de 1.500 a 3.000 euros por hectare por ano aos agricultores, mais do que duplicando efetivamente o valor económico das terras rurais”.
Para transformar esta visão em realidade, o grupo defendeu a “necessidade urgente de criar um Programa Nacional de Projetos-Piloto de AgroPV em ambiente regulatório experimental”, permitindo a entidades públicas e privadas definir em conjunto “modelos agro-tecnológicos, operações e boas práticas regulamentares adequados à realidade de Portugal”.
De acordo com o comunicado, a integração direta do AgroPV nas estratégias nacionais de agricultura, energia e digitalização constitui uma “alavanca estratégica”, onde o alinhamento com os investimentos em curso na rede elétrica e nas infraestruturas de centros de dados “permitirá impulsionar o desenvolvimento regional, particularmente em regiões agrícolas como o Oeste”.
Fundada em 1987, a CESL Asia opera na área de serviços de consultadoria e operação de infraestruturas críticas, públicas e privadas.
















































