Dona Ant�nia, uma vida singular Figura �mpar da Hist�ria do Douro e do Pa�s
�Dona Ant�nia, uma vida singular� � a exposi��o que pretende comemorar os 200 anos de nascimento de D. Ant�nia Adelaide Ferreira (A Ferreirinha), a inaugurar na sede do Museu do Douro no dia 8 de Julho de 2011, pelas 18.30 horas.
D. Ant�nia Adelaide Ferreira � ainda hoje um s�mbolo da iniciativa, da perseveran�a e da luta individual em defesa de um bem colectivo, o Douro e a Regi�o Vinhateira. O amor que t�o devotamente dedicou � terra manifesta-se em toda a sua obra, que perdura até aos nossos dias.
A exposi��o �Dona Ant�nia, uma vida singular� evoca o percurso de vida e obra de Dona Ant�nia, mulher singular no seu tempo, porque �nica e independente, as rela��es entre a fam�lia e a empresa no contexto da viticultura duriense e do com�rcio do vinho do Porto. A sua ac��o centrou-se essencialmente no campo da pr�tica econ�mica, aparentemente pouco interessada em deter qualquer protagonismo pol�tico. Propriet�ria, gestora de várias quintas que herdou e comprou, atenta a todas �s iniciativas econ�micas que pudessem sustentar a empresa – Companhia Agr�cola e Comercial dos Vinhos do Porto -, Dona Ant�nia procurou acima de tudo impor a qualidade do vinho do Porto � um vinho generoso ao paladar e cheio de espôrito -, e foi esse um dos grandes objectivos da sua vida.
A sua vida como mulher pautou-se pelo desejo de ser e esfor�o de existir como ser humano, como filha, como mulher, como m�e, como empres�ria. O seu percurso rompeu com o mito do �eterno feminino�, entendido como ligado � beleza, ao erotismo e sensualidade, fr�gil e dependente do sexo oposto, transformando-se ela pr�pria no mito e s�mbolo da for�a do Douro, na forma como viveu no seu tempo, numa �poca de profunda crise e de mudan�as decisivas..
S�mbolo do empreendorismo, mas Também do altru�smo e da generosidade. Ao destacarmos a faceta filantr�pica e humanit�ria de Dona Ant�nia, não podemos deixar de referenciar uma frase interessante dita pela pr�pria: �cada um na sua terra deve fazer tudo que seja para bem da humanidade� (1855). A sua ac��o não se limitou apenas � solidariedade social, foi mais longe. Dona Ant�nia contribuiu para o refor�o econ�mico da empresa que dirigiu e consequentemente para a riqueza do Pa�s, da Regi�o onde viveu e onde criou oportunidades, para si, para a sua fam�lia, mas Também para todos aqueles que com ela trabalharam.
A Regi�o Vinhateira e aqueles que a fizeram, que partilharam da mesma afei��o intensa pela vinha, que fizeram do Douro o grande amor e talvez a maior paix�o das suas vidas, são dignos deste gesto e de muito mais. Assim saibamos honrar quem traz na voz e na alma a terra e o rio, Douro – sem d�vida, uma das mais belas li��es de vida com que qualquer pessoa se pode confrontar.
Associam-se ao Museu do Douro como principais mecenas nesta apresentação da mem�ria colectiva sobre a Ferreirinha, a Sogrape, o Banco BPI, a Barbosa & Almeida, as Tintas Cin e o Horto Moreira da Silva.
Este projecto � co-financiado pelo Programa ON2.
Para comemorar da melhor forma este dia especial, os espaços de Restaurante �A Companhia� e o Wine Bar do Museu estar�o abertos até �s 24h00.
A exposi��o ficar� patente ao público até Junho de 2012.
Fonte: Funda��o Museu do Douro
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