Direcção da Tapada Nacional de Mafra: “foi feita uma aposta na requalificação deste património”

[Fonte: Agricultura e Mar]

A Direcção da Tapada Nacional de Mafra congratula-se com a atribuição do estatuto de Património da Humanidade ao REM – Real Edifício de Mafra, o complexo formado pela própria Tapada Nacional de Mafra, Jardim do Cerco, Escola de Armas, Palácio de Mafra e Basílica.

A Direcção da Tapada Nacional de Mafra sublinha que “foi feita uma aposta na requalificação deste património natural com história e foram postos em evidência os aspectos identitários e singulares, permitindo que agora se consiga transmiti-lo às gerações futuras com um valor acrescentado, um galardão de reconhecimento universal”.

Projecção internacional do REM

Em comunicado, a direcção lembra que a projecção internacional do REM “é importante porque a primeira pesquisa feita pelos turistas no Google, no Booking ou no Trip Advisor é precisamente por sítios classificados como Património Mundial da Humanidade, pelo que todos beneficiamos do crescimento turístico que virá. E acrescenta que este estatuto constituirá um novo impulso ao desenvolvimento da região, que permitirá aos operadores turísticos criar novas rotas das quais beneficiarão todos os elementos deste complexo”.

Recuperação da Tapada 

Para a atribuição deste estatuto, “muito contribuiu o esforço levado a cabo para promover a recuperação da Tapada Nacional da Mafra, ao nível do edificado e da própria área florestal, com especial incidência na componente de limpeza e defesa da floresta contra incêndios, a par do trabalho de captação de recursos que tornou a Tapada financeiramente auto-sustentável”, acrescenta o mesmo comunicado.

A Direcção deixa uma palavra de agradecimento ao Governo “pela prioridade concedida à Tapada, uma mensagem de agradecimento à Câmara Municipal de Mafra pela colaboração e estende os votos de congratulação aos trabalhadores, sem o esforço dos quais não teria sido possível alcançar esta vitória que a todos beneficia”.

A Tapada Nacional de Mafra

D. João V, o “Rei Magnânimo” (1689-1750), mandou construir um Palácio-Convento na Vila de Mafra em cumprimento da promessa que fez, caso a Rainha lhe desse descendência.

Este grandioso monumento, construído numa época de grande prosperidade real, em resultado da exploração de ouro e diamantes do Brasil, constitui uma obra-prima do Barroco Português.

A Real Tapada de Mafra foi criada em 1747 com o objectivo de proporcionar um adequado envolvimento ao Monumento, de constituir um espaço de recreio venatório do Rei e da sua corte e ainda de fornecer lenha e outros produtos ao Convento.

Com uma área de 1.200 hectares, a Real Tapada de Mafra era rodeada por um muro de alvenaria de pedra e cal, com uma extensão de 21 Km.

A Tapada foi dividida em três partes separadas por dois muros construídos em 1828, estando actualmente a primeira, com 360 hectares, sob administração militar.

Lazer e caça

Desde o século XVIII até à Implantação da República, a Real Tapada de Mafra foi local privilegiado de lazer e de caça dos monarcas portugueses, sendo contudo, nos reinados de D. Luís (1861-1899) e de D. Carlos (1899-1908) que a Tapada conheceu o seu período áureo como parque de caça.

Com a implantação da República passou a designar-se Tapada Nacional de Mafra (TNM), sendo utilizada fundamentalmente para o exercício da caça e para actos protocolares.

A partir de 1941 foi submetida ao regime florestal total, sob tutela da Direcção-Geral dos Serviços Florestais e Aquícolas, passando a ser gerida numa perspectiva mais ambiental.

Em 1993 a TNM foi concessionada à Empresa Nacional de Desenvolvimento Agrícola e Cinegético (ENDAC), uma sociedade de capital exclusivamente público na dependência do Ministério da Agricultura.

A partir de 1998 é criada uma Cooperativa de Interesse Público para aproveitamento dos recursos da TNM, com o Estado a deter posição maioritária no seu capital social, em parceria com a Câmara Municipal de Mafra e entidades privadas.

Actividades e visitas

Actualmente, a Tapada Nacional da Mafra conta com diversas actividades dirigidas para vários públicos como escolas e visitantes seniores. E se quiser dormir na floresta, também pode.

Para os amantes da caça, a Tapada organiza várias jornadas. Na Tapada Nacional de Mafra, a caça é realizada em total harmonia com a natureza. Alia a componente de lazer à necessidade de manter o equilíbrio dos ecossistemas, indispensável para a vitalidade dos animais e para a manutenção da consonância entre diferentes populações.

As jornadas de caça acontecem em determinadas alturas do ano, mediante inscrição prévia e limitada. A limitação da caça tem por objectivo não interferir com a época de reprodução dos animais. O tipo de caça varia de acordo com os animais.

Acções técnicas

A gestão cinegética na TNM, para além da organização de caçadas, assume ainda os seguintes objectivos:

  • Monitorização do estado sanitário das populações;
  • Acompanhamento da dinâmica populacional;
  • Realização de censos nas épocas de reprodução;
  • Elaboração de planos de caça, no intuito de equilibrar as populações;
  • Orientação de trabalhos de investigação.

Agricultura e Mar Actual

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