Dinheiro da UE está a ajudar a fixar novos investimentos na zona de Pedrógão

Dinheiro da UE está a ajudar a fixar novos investimentos na zona de Pedrógão

Na sequência dos incêndios florestais que devastaram a zona de Pedrógão, o Governo além de ajudar as empresas da região a repor e substituir equipamentos, para tentar salvaguardar postos de trabalho, também usou incentivos para atrair novos investimentos. E de acordo com o ministro do Planeamento, Nelson Souza, foi possível captar mais 23 milhões de euros de investimento de novas empresas. “É um começo muito promissor”, disse, num balanço após a reunião com os autarcas da região com o Governo.

“Tentámos atrair novas empresas quer com projetos de muito pequena dimensão, até 100 a 200 mil euros através de incentivos ao empreendedorismo, quer através de projetos de maior dimensão. Conseguimos atrair, ao todo, mais 23 milhões de euros de investimento novo de novas empresas para este território. É um começo muito promissor que deixa perceber que há aqui potencial para explorar”, disse Nelson Souza em declarações transmitidas pela RTP3 e a SIC Notícias.

Para além dos novos investimentos, o Governo tinha lançado um programa para ajudar “a repor atividade e substituir equipamentos produtivos e reabilitar as instalações voltar a repor as condições e salvaguardar postos de trabalho”, uma preocupação fundamental numa “zona de fraca densidade empresarial”, uma “marca negativa que trazia dificuldades acrescidas” à região, sublinhou o ministro do Planeamento.

Nesse sentido “foram disponibilizados mais de dez milhões de euros às empresas destes três concelhos — Castanheira, Figueiró e Pedrógão — e esses apoios estão agora a ser executados, sendo que as empresas têm vindo a a assegurar esses postos de trabalho”, disse o responsável, reconhecendo porém, que “há dificuldades de diversos tipos que estão a ser geridas”.

Sob gestão estão também, a recuperação das casas que foram destruídas pelos fogos. Nelson Souza, no balanço do que foi feito nos últimos dois anos, revelou que 93% das habitações de primeira necessidade (259) já estão efetivamente construídas. Em causa estão 231 habitações. “Faltam 7% que ainda se encontram em execução”, disse o ministro do Planeamento. Ou seja, são 18 habitações: “dez estão sob investigação no âmbito do Ministério Público, por serem objeto de tal tipo de processos ou são objeto de análise por suspeitas de ilegalidade por parte das autoridades que decidem os processos de reconstrução. Os outros oito casos verão a muito curto prazo a sua finalização concluída. Estamos a falar de semanas, no final de junho”, precisou o ministro do Planeamento.

No último balanço conhecido feito na passada sexta-feira a Secretaria de Estado da Valorização do Interior indicava que 90% das habitações estão concluídas, ou seja, ainda faltava intervencionar 26 casas.

O artigo foi publicado originalmente em ECO - fundos comunitários.

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