Digidelta Software assume-se parceira do produtor pecuário no aumento da rentabilidade na sua exploração

Digidelta Software assume-se parceira do produtor pecuário no aumento da rentabilidade na sua exploração

[Fonte: Voz do Campo]

O que começou por ser um programa para gerir o efetivo da Associação de Defesa Sanitária (ADS) de Torres Novas acabou por se tornar o alicerce da Digidelta Software. Já lá vão 30 anos e as mudanças são abissais mas o facto é que o programa então desenvolvido por Carlos Neves, que hoje ocupa o cargo de CEO da Digidelta Software, continua a ser o principal produto da empresa de Leiria.

Recuando ao final da década de 80, Carlos Neves recorda à nossa reportagem que o seu programa inicial foi muito bem-recebido pelas entidades oficiais que então tutelavam a ADS de Torres Novas (Direção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste) e rapidamente saiu dessas fronteiras e foi apresentado aos responsáveis da (atual) Direção Geral de Alimentação e Veterinária. Em 1990 o Ministério da Agricultura adota o PISA (Programa Informático de Saúde Animal) e depois do sucesso do teste piloto realizado em 23 ADS o programa é implementado a nível nacional e com uma evolução permanente até aos dias de hoje. Em 1993 é lançada a primeira versão do PISA.MOBILE e em 1998 inicia-se o desenvolvimento do PISA no ambiente WINDOWS (PISAWIN’S).
À luz da rápida evolução da tecnologia da informação a Digidelta Software voltou a atualizar o sistema, na versão PISA.net, apresentando um novo conjunto de funcionalidades únicas que permitem uma gestão completa e precisa para controlar a saúde animal, tanto em Portugal como em qualquer outro lado do mundo.Ou seja, estavam lançados os dados para avançar para a internacionalização e entre 2013 e 2015 a Digidelta Software ganhou dois concursos internacionais para fornecer sistemas de saúde animal e rastreabilidade em Marrocos e no Botswana, com os respetivos nomes de SNIT.maroc e BAITS.botswana.
Desde então foram várias as abordagens de outros países e a Digidelta Software considera-se já um player global. Com vários dossiers internacionais a decorrer Carlos Neves considera que existe apenas uma forma de alcançar esses objetivos e que é “passar conhecimento”. Significa isto que a estratégia passa a ser trabalhar com parceiros locais.

“D-LITS”, novo programa a caminho
Ainda no domínio da pecuária há nove meses que está em desenvolvimento um novo programa de identificação e saúde animal, que irá denominar-se “D-LITS” (o “D” de Digidelta e o “LITS” de Livestock Identification and Traceability System, referente a uma sigla utilizada a nível mundial nos Ministérios da Agricultura).
O objetivo é capitalizar a experiência de 30 anos na área da saúde animal e desenvolver uma solução capaz de satisfazer as necessidades de qualquer governo, à escala global.
O conhecimento profundo da área da pecuária tem ainda sustentado outros projetos que se inserem na estratégia de crescimento da Digidelta Software, e que alargam o leque de soluções a outros players desse mercado, explica Patrícia Santos, responsável de Marketing e Comunicação.
Neste momento existe um grande foco no Wezoot, um programa que está a ser “testado” desde 2014, numa espécie de “pré-lançamento”. Durante esse período a empresa tem estado a trabalhar com um grupo restrito de produtores, para que o software possa evoluir de acordo com as suas preocupações e necessidades. Atualmente o software já está numa fase de maturidade que permite avançar para a expansão mundial, mantendo-se sempre o foco na permanente evolução do sistema.

Lançado em 2018 o Weezoot já chegou ao Brasil

2018 marcou a apresentação pública do Wezoot em Portugal e já em 2019 está a iniciar a expansão internacional, tendo sido recentemente apresentado no Brasil numa parceria com a Sensori, empresa brasileira pioneira no segmento da IoT (Internet das Coisas) para explorações agrícolas e que aposta em produtos intuitivos e totalmente ligados ao bem-estar dos animais e segurança alimentar.
Neste momento existe a expectativa de crescimento e afirmação do programa no mercado de produção pecuária, sabendo que “o perfil do produtor pecuário está a mudar e este necessita de possuir analítica e dados que permitam tomar decisões rapidamente”.

Na Foto: Carlos Neves e Patrícia Santos

Para ler na íntegra na Voz do Campo n.º 226 (maio 2019)

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