Défice da balança comercial portuguesa de produtos agrícolas e agroalimentares subiu em 2018

Défice da balança comercial portuguesa de produtos agrícolas e agroalimentares subiu em 2018

O Instituto Nacional de Estatística (INE) disponibilizou as “Estatísticas Agrícolas 2018”, documento que apresenta dados do ano transacto sobre a actividade agrícola e alguns sectores da economia nacional com ligações ao sector agrícola. O documento completo, na sua versão PDF e Excel, pode ser consultado aqui.

Segundo o documento, a produção de citrinos atingiu 403.000 toneladas em 2018, o que representa um aumento de 8% face a 2017 (374.000 t) e o nível mais alto desde 1986. Para o INE, as produções recorde de laranja e de azeite (neste caso, 1,1 milhões de hectolitros, quando, em 2017, tinha sido perto de 1,7 milhões de hectolitros, o que significa «duas campanhas consecutivas com produções acima de um milhão de hectolitros») «foram excepções no ano agrícola 2017/2018», numa campanha «marcada pelas condições climatéricas desfavoráveis».

O INE assinala que «a campanha agrícola 2017/2018 foi marcada pelo decréscimo das principais superfícies agrícolas cultivadas com culturas temporárias e por quebras generalizadas das produções». A campanha saldou-se por «um crescimento nominal da produção do ramo agrícola, consequência de um aumento de 2,1% dos preços base».

Em 2018, o défice da balança comercial portuguesa de produtos agrícolas e agroalimentares (com excepção das bebidas), teve um aumento na ordem dos 80 milhões de euros, atingindo os 3.705,8 milhões de euros. A causa estará no incremento das importações (em 261,9 M€) acima do crescimento das exportações (de 181,8 M€).

Portugal «manteve-se autosuficiente nas produções de leite, ovos, azeite, vinho, arroz e tomate para indústria», mas «continua deficitário nos restantes produtos agrícolas, nomeadamente, carnes, frutos, cereais (excepto arroz), batata, leguminosas secas, sementes e frutos de oleaginosas (excepto azeitona) e gorduras e óleos vegetais (excepto azeite)». O INE refere ainda que, «ao longo da campanha agrícola de 2017/2018, assistiu-se ainda a um aumento da procura interna de diversos produtos agrícolas, o que teve reflexos ao nível do grau de auto-aprovisionamento».

Comente este artigo

O artigo foi publicado originalmente em Revista Frutas Legumes e Flores.

Anterior Quest to reduce greenhouse gases needs modern farming techniques, not organics, research shows
Próximo Oferta de emprego - Engenheiro Agrónomo - Alfeizerão

Artigos relacionados

Últimas

CNA acusa Governo de “lançar confusão” no minifúndio florestal

A Confederação Nacional de Agricultura (CNA) emitiu esta quarta-feira (6 de março) um comunicado em que acusa o Governo “lançar a confusão no minifúndio florestal”, […]

Últimas

Herbicidas para milho. UE renova aprovação da substância activa dimetenamida-P

A Comissão Europeia renovou a aprovação da substância activa dimetenamida-P. Um produto usado em herbicidas para a cultura do milho, mas considerado “muito tóxico para organismos aquáticos”. […]

Últimas

Novos psicólogos prometidos para as escolas em 2018 só vão ser colocados em setembro

O Governo pretendia reforçar em 100 o número de psicólogos nas escolas no ano letivo que terminou (2018/2019). A medida iria aumentar para 300 o número de psicólogos que são financiados com verbas comunitárias. […]