Cultivares de Oliveira: Cordovil de Serpa

Cultivares de Oliveira: Cordovil de Serpa

Cordeiro, A.M.; Calado, M.L.; Morais, N.; Miranda, A. & Carvalho, M.T.

INRB / L-INIA /27 URGEMP

Aspectos Gerais

Sinonímias reconhecidas: Cordovil de Moura.

Disseminação: Alentejo.

Divulgação actual da variedade: Azeite e conserva em verde.

Descrição Agronómica e Económica

– Cultivar muito produtiva mas alternante. Entrada em produção precoce. Azeitona de peso alto (4-6 g); endocarpo de peso alto (0,4-0,8 g). Relação polpa/caroço média.

– Média resistência do fruto ao desprendimento e queda natural média.

– Alta capacidade de propagação por estaca semi-lenhosa.

– Início plena floração (na região de Elvas e ano médio): 8 de Maio; duração média da floração: 21 dias.

– Maturação média (2ª quinzena de Novembro – Elvas).

– Cultivar apropriada à colheita mecânica com vibrador.

– Média tolerância a solos calcários e alcalinos, susceptível ao frio, seca e salinidade.

– Alta incidência de olho de pavão e mosca. Baixa incidência de tuberculose.

– Médio rendimento em azeite (±20%) e de boa qualidade. Baixo teor em ácido linoleico.

– Cultivar incluída na DOP “Azeites do Alentejo Interior”.

Cultivares de Oliveira: Cordovil de Serpa

Identificação Morfológica

ÁRVORE: Vigor médio-baixo, arborescência média-espessa, porte aberto e entre‑nós médios.

FOLHA: Forma elíptico-lanceolada, largura e comprimento médios e curvatura longitudinal do limbo plana.

INFLORESCÊNCIA: Comprimento médio e nº de flores/inflorescência médio (18‑21 flores).

FRUTO: Forma ovóide e ligeiramente assimétrica; diâmetro transversal máximo deslocado para o ápice; ápice arredondado e base truncada; mamilo esboçado; lentículas abundantes e pequenas; início de viragem no ápice e arroxeado a preto em plena maturação.

ENDOCARPO: Forma elíptica, ligeiramente assimétrico na posição A e simétrico na posição B; diâmetro transversal máximo desviado para o ápice; ápice arredondado e base aguda; superfície rugosa; sulcos de distribuição baixos (< 7); ápice com ligeiro mucrão.

Caracterização Molecular

Pedro Fevereiro, ITQB / FC-UL

O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.

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