CTT apresentam selos sobre Ano Internacional da Sanidade Vegetal

CTT apresentam selos sobre Ano Internacional da Sanidade Vegetal

Os CTT apresentam esta quinta-feira, dia 22 de setembro, uma emissão filatélica sobre o Ano Internacional da Sanidade Vegetal, reconhecida pela Organização das Nações Unidas como de grande importância para a vida na Terra.

Nesta emissão estão representadas quatro espécies: a filoxera, o longicórnio-do-pinheiro, a mosca-da-fruta e o escaravelho-da-palmeira.

A filoxera é um inseto originário da América do Norte, tendo surgido pela primeira vez na Europa em 1863, em França. Portugal foi muito afetado, com o primeiro registo oficial datado de 1871 na região do Douro, onde foram destruídas por completo muitas vinhas e transformadas em mortórios extensas áreas da paisagem duriense, provocando a ruína e o despovoamento das regiões mais fortemente atingidas. Foi precisamente com a filoxera que nasceu o conceito de proteção das plantas de forma global e, consequentemente, em 1881, foi assinada uma Convenção em Berna, entre 5 países (Alemanha, Áustria-Hungria,França, Portugal e Suíça).

O Nemátodo-da-madeira-do-pinheiro (NMP) é considerado como um dos organismos que apresenta maior potencial destrutivo para a floresta de coníferas. Este verme microscópico transmite-se às árvores por um inseto − em Portugal, é o Longicórnio-do-pinheiro. Na Europa, o nemátodo foi identificado pela primeira vez em Portugal Continental em 1999 e, mais recentemente, na ilha da Madeira e em Espanha. Atualmente, o NMP é um dos principais problemas fitossanitários da nossa floresta de pinho.

A Mosca-da-fruta é uma praga que ataca várias culturas e também plantas espontâneas, depositando os seus ovos nos frutos. As suas larvas provocam estragos significativos e inviabilizam a comercialização dos frutos afetados. Por se tratar de um inseto muito disperso no nosso território, constituí também uma das principais restrições à exportação da fruta nacional para países terceiros. O seu controlo eficaz não só é determinante para a salvaguarda da sustentabilidade da produção nacional, dado que atinge a maior parte dos frutos, como também é fundamental para que se possam fazer acordos fitossanitários internacionais que permitam exportar as nossas frutas.

Por fim, o Escaravelho-da-palmeira ataca diversas espécies de palmeiras, provocando estragos que, sem o devido tratamento, podem conduzir à morte destas plantas. Em Portugal, este inseto foi detetado pela primeira vez no ano de 2007, no Algarve ,encontrando-se atualmente disperso por uma grande parte do território nacional, tendo conduzido à morte de milhares de palmeiras em todo o país, alterando a paisagem de muitos locais.

Esta emissão filatélica é composta por quatro selos, todos com uma tiragem de 100 000 exemplares cada e os valores faciais de 0,53€, 0,86€, 0,91€ e 2,00€. O design esteve a cargo de Francisco Galamba dos CTT e as ilustrações são de Nuno Farinha.

As obliterações de primeiro dia serão feitas nas lojas dos Restauradores em Lisboa, Munícipio II no Porto, Zarco no Funchal e Antero de Quental em Ponta Delgada.

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