Cristas critica governo que “faz pouco ou nada pelo mundo rural”

Cristas critica governo que “faz pouco ou nada pelo mundo rural”

Foi com sorriso aberto que Assunção Cristas chegou à Herdade Vale da Rosa. Não se esquece de um dos sítios onde foi feliz. Lembrou que foi a esta propriedade que fez a sua primeira visita enquanto ministra da agricultura. Orgulhoso estava o proprietário, o comendador António Silvestre Ferreira, que revelava as novidades e ambições da empresa.

Cumprida a sessão de boas vindas, foi o momento de seguir para o terreno, uma propriedade com 250 hectares e de onde saem todos os anos oito mil toneladas de uvas. A líder centrista e Nuno Melo meteram as mãos na massa e ajudaram na monda da semente. Entre as vinhas, onde nascem uvas sem grainha, o cabeça de lista foi desafiado a identificar a grainha desta campanha às Europeias. “As fake news”, disse. E rapidamente fez a ligação com os fakes rankings. “Eu, por ser do CDS, parto logo em desvantagem nos rankings de influência. Se fosse socialista subia logo nos fake rankings. Eu espero é que um dia se façam rankings de trabalho”, afirmou.

Depois do trabalho feito e aprovado pelo proprietário da herdade, Assunção Cristas partiu para o ataque ao governo. “Um ministro da agricultura que em quatro anos não acrescenta um hectare em Alqueva e que só desmerece o trabalho anteriormente feito. Quando a nível nacional executa fundos para o regadio que ficam praticamente a um terço do que foram feitos pelo anterior governo. Isto quer dizer que os socialistas falam muito mas fazem pouco ou nada pelo mundo rural”, sublinhou a líder centrista.

Assunção Cristas lembrou por isso o que foi feito no anterior governo. “Quando chegámos tínhamos Alqueva previsto para concluir em 2025, antecipámos para 2015. Estavam apenas 50 mil hectares feitos, nós fizemos mais 70 mil e concluímos com 120 mil hectares na campanha de rega de 2016. Foram 400 milhões de euros em investimento, contra zero deste governo.”

A Semente Europa

O CDS quer apresentar todos os dias uma ideia para a Europa. O dia é dedicado à agricultura e por isso eis a “Semente Europa”. Nuno Melo explica que será uma espécie de Erasmus, “totalmente financiada pela UE” para levar jovens agricultores a conhecerem a realidade da agricultura de outros países”

O artigo foi publicado originalmente em Rádio Renascença.

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