Conselheiros do IVDP defendem criação de “soluções tendentes” para valorizar vinhas

Conselheiros do IVDP defendem criação de “soluções tendentes” para valorizar vinhas

Os membros do Conselho Consultivo do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) defenderam a necessidade de se criarem “soluções tendentes” a valorizar as vinhas e o valor dos vinhos tendo por base a sustentabilidade da região.

Em comunicado, o IVDP esclarece hoje que durante o Conselho Consultivo do instituto, que decorreu terça-feira em Peso da Régua, os conselheiros salientaram a “premência de criar soluções tendentes a valorizar as uvas” da Região Demarcada do Douro (RDD) e o valor dos seus vinhos.

A qualificação do território e o reforço da estratégica ao nível do ministério da Agricultura na interligação com as regiões do interior foram outros dos temas abordados pelos conselheiros na sessão, a par da formação profissional, enoturismo, promoção, seguros de colheitas e a falta de mão de obra.

“A situação económica vivida no ano de 2020 e o modelo de autonomia administrativa do IVDP foram abordados numa lógica de eficácia de recursos e de gestão e decisão mais célere”, salienta o comunicado.

Já o presidente do IVDP, Gilberto Igrejas, sintetizou o exercício de 2020 e realçou o pilar da sustentabilidade como “essencial” para que a missão do instituto seja “desenvolvida na plenitude”.

Gilberto Igrejas abordou algumas das ações que o instituto vai desenvolver durante 2021 na área da promoção e internacionalização das marcas Porto e Douro, por forma a “aumentar o seu valor percebido e atrair novos consumidores conquistando relevância junto de um público mais jovens”.

Também presente na sessão, a qual presidiu, o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Rui Martinho, mostrou a disponibilidade do ministério para “encetar políticas num quadro de proximidade” com a região, que visem e permitam “valorizar toda a fileira e a RDD em particular”.

Rui Martinho salientou ainda as medidas de apoio ao setor, nomeadamente, a execução integral do Programa Nacional de Apoio ao Setor Vitivinícola, com pagamentos de 65 milhões de euros, onde foi também incluído o apoio à promoção em países terceiros, “que totalizou cerca de 11 milhões de euros, associado a um investimento de mais de 22 milhões de euros”.

A Política Agrícola Comum (PAC) foi outro dos temas abordados pelo secretário de Estado, salientando a importância deste acordo que “reforça a sustentabilidade e a resiliência do setor” e que “valoriza as dimensões social, ambiental e económica”.

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